O “terror” das cumulus nimbus (nuvens de temporal) paira sobre o PSDB

Com a condenação da filha de Paulo Preto, "suposto" operador de propina do PSDB, Tatiana Souza Cremonini, psicóloga, aumentou a pressão por delação premiada. O site O Antagonista informa que, se a família já pressionava Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, por um acordo de delação premiada, a situação ficou crítica após a condenação da filha.

Ela foi sentenciada a 24 anos e 3 meses de prisão, além de pagamento de multa de R$ 1,6 milhão, por incluir suas empregadas domésticas e até uma funcionária da empresa de seu marido como beneficiárias do programa de reassentamento de famílias atingidas pelas obras do Rodoanel.
Na sentença, a juíza Maria Isabel do Prado concluiu que a filha de Paulo Preto "atuou ativamente" no esquema do pai, com "nítida premeditação", evidenciando "uma personalidade voltada para a prática criminosa".
Bom, após a descoberta de que Aloysio Nunes, em gravações telefônicas, contatou o ministro Gilmar Mendes, STF, em intensa articulação para "ajudar" no caso, até o momento nenhuma entidade ligada ao Judiciário se manifestou sobre o pedido de suspeição da força-tarefa da Lava Jato para afastar Gilmar Mendes de ações no STF relacionadas a Paulo Preto e Aloysio Nunes. Quanto a isso, a Associação dos Juízes Federais do Brasil, a Associação dos Magistrados Brasileiros e a Ordem dos Advogados do Brasil ficaram em silencio.
Na ação, que corre na Justiça Federal de São Paulo, Paulo Preto chegou a ter sua prisão decretada duas vezes. Porém, acabou sendo liberado pelo ministro do STF Gilmar Mendes, que considerou haver constrangimento ilegal. Segundo o ministro, a justificação processual da prisão preventiva não encontra amparo em fatos.
Entretanto, dia 19/02 a juíza Gabriela Hardt decretou a prisão preventiva de Paulo Preto, e na primeira sentença da operação Lava Jato paulista, a 5ª Vara Criminal de São Paulo condenou pela primeira vez o ex-diretor da Dersa apontado como operador do PSDB, a 27 anos e 8 dias de prisão.
Como desgraça pouca é bobagem (o prefeito de Várzea Paulista deve saber como é isso), dia 06/03, quarta-feira p.p., ele foi condenado a 145 dias de prisão (vide matéria da Folha aqui), o que pode ser a motivação final para delação premiada.
Ora, enquanto as nuvens negras das cumulus nimbus pairam sobre o PSDB, comentam aqui, ali e acolá, que o governador João Dória está tomando o PSDB de canudinho, mas certamente deve sobrar pouco do partido se houver a delação do Paulo Preto.
Havendo a delação, e pensando no "adversário", o PSDB vai mudar a palavra de ordem "nós contra eles" para "nós e eles", ou nem isso vai ter?