Os vereadores, o governo municipal, a CEI e a moral “política” em Várzea Paulista

Então... em meio às muitas criticas, especulações e comentários desabonadores nos bastidores e opinião pública, e considerando as "turbulências" entre a câmara municipal e prefeitura de Várzea Paulista, aconteceu em plena sessão pública o toque, com sintoma de oportunismo, dos 4 vereadores assinando a C.E.I. da Saúde logo depois que os 7 vereadores da base do governo rejeitaram a denuncia com pedido de cassação contra o prefeito Juvenal Rossi. Não estava na pauta da sessão e não teve votação nominal para abertura da CEI, o que parece ter sido arbitrário e, aparentemente, ilegal. Isso não contraria o Estado Democrático de Direito? Nesse ritmo, o presidente da câmara pode ter sérios problemas de gestão do legislativo. Ora, esses "eventos" acabam corroborando que os vereadores e o prefeito de Várzea Paulista estão moralmente desacreditados na cidade, segundo comentários ácidos nos bastidores e opinião pública.

Comentam também que a abertura tardia da CEI foi, aparentemente, uma atitude vista como retaliação do presidente da câmara contra os 7 vereadores da base do governo, e ainda tentar convencer de que estão "ao lado da população" ao divulgar imagem nas redes sociais de que a CEI foi uma "vitória da população", como se representassem de fato o povo, e o povo tivesse alguma coisa a ver com a questão. Entretanto, esses 4 vereadores da "oposição", e os 7 da base do governo, tiveram a chance de representar de fato a população em Junho/2018, quando o Gaeco veio investigar fraudes e corrupção na gestão da Saúde, um escândalo sem precedentes. Nada fizeram. Nesta ocasião uma atitude era imperativa, mas a câmara municipal ignorou fazer o que deveria ter feito: abrir CEI.

Tiveram a chance de aceitar o pedido de cassação do prefeito, denunciado pelo ex-conselheiro da Saúde José Maria dos Anjos, em dezembro/2018, mas rejeitaram e arquivaram. O ex-conselheiro reagiu protocolando no MP pedido de Mandado de Segurança, que ainda aguarda decisão judicial para entrar na pauta do legislativo e ser feita a leitura obrigatória do pedido arquivado.

Tiveram mais uma oportunidade quando o Gaeco veio de novo na cidade, fazendo buscas na prefeitura e nas casas dos gestores da Saúde e da comunicação. Claro, isso inevitavelmente foi humilhante para Várzea Paulista na Região do Aglomerado Urbano e outras regiões. Mas, de novo, a câmara municipal nada fez além dos vereadores irem à tribuna da câmara fazer discursos inflamados. E só.

A seguir foi o escândalo do Edson Peru, que denunciou em áudios os vereadores que formam a base do governo, cobrando 150 mil reais "investidos" na eleição 2016 em troca de "contrapartidas" da prefeitura com contratos e licitações a serem direcionadas aos "investidores". Esse escândalo teve ampla repercussão regional, e além, com as reportagens na TV (relembre aqui). Também nada foi feito.

E, na última sessão da câmara de 3a feira, 22/10, o legislativo se superou quando 7 vereadores da base do governo rejeitaram o novo pedido de cassação baseado no processo judicial que bloqueou os bens do prefeito, seguido do gesto inflamado do presidente da Casa de Leis, com o qual os 4 vereadores da "oposição" aproveitaram e resolveram abrir C.E.I. da Saúde, como mencionamos acima. A imagem ao lado circula nas redes sociais e grupos whatsapp.

Ora, a pergunta é: porque só depois de bem mais de 1 ano do início dos escândalos da Saúde, denunciado e tornado público pelos Xerifes da Saúde a partir da auditoria das Contas do COMUS, Conselho Municipal da Saúde, é que os 4 vereadores da "oposição" resolveram "finalmente" abrir uma CEI? É de supor tratar-se de um jogo maquiavélico de interesses... e tem quem entende que essa atitude impulsiva do presidente do legislativo é apenas um gesto de retaliação da câmara contra os "interesses inconfessos" do governo municipal e do grupo de vereadores que apoiam o prefeito, que está implicado em:

  • inúmeros inquéritos cível do Ministério Público,

  • Contas Municipais Rejeitadas 2013, 2015, 2016 e, agora, a de 2017 com parecer desfavorável (decisão de 23/07 e parecer publicado em 23/10/2019), todas auditadas pelo TCE, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo,

  • escândalos do Bolsa Família e Cemitério, tramitando no Fórum em segredo de Justiça,

  • "reforma" da quadra da Cemeb Paulo Freire no Jd. Promeca,

  • e vários outros "eventos que, além de envergonhar a cidade e os munícipes na Região, e fora dela, torna essa atual câmara de vereadores e governo municipal os piores representantes do povo da história da cidade, desde que assumiram o poder em 2013, segundo uns e outros.

No governo anterior do PT, segundo comentários na cidade, não aconteceu nenhum escândalo vexatório e nem o ex-prefeito Eduardo colecionou tantos inquéritos cívil, processos judiciais e condenações como o atual desde 2013. Também não teve tantas Contas Municipais Rejeitadas pelo TCE, não teve "visitas" do Gaeco e da Polícia Federal, e nenhum secretário de governo precisou se exonerar por "suposto" recebimento de propina na Saúde. Foi um governo muito melhor, mesmo com todas as acusações que pesam sobre o governo anterior do PT.

Com tudo isso acontecendo desde 2013, o que a câmara municipal de Várzea Paulista tem feito, e para que serve, se continua parecendo ser omissa, com uma parte "defendendo" o prefeito (hoje são 7 vereadores) e a outra parte fazendo uma "suposta" oposição (hoje são 4 vereadores)?

Ora, os bastidores e opinião pública quer entender: todos os vereadores servem apenas para publicar fotos e vídeos nas redes sociais, e ir à tribuna para fazer discursos e acusações? É o que parece, conforme especulações, comentários e avaliações em toda Várzea Paulista...