PSDB de volta ao noticiário policial

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor do Dersa ligadíssimo ao PSDB de São Paulo, foi preso na Operação Ad Infinitum, e mantinha dois apartamentos somente para guardar o dinheiro em espécie que era usado no esquema, coisa de 100 milhões de reais, o dobro do que foi encontrado no apartamento de Geddel Vieira Lima. Paulo Preto já havia sido preso em maio e em abril de 2018 e, nas duas ocasiões, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou libertá-lo por não ter verificado risco às investigações. Ele usa tornozeleira eletrônica após decisão da Segunda Turma do STF, e é suspeito de participar de desvios de dinheiro nos governos do PSDB em São Paulo entre 2009 e 2011, de José Serra e Geraldo Alckmin, e um dos beneficiários da propina supostamente é o ex-senador Aloysio Nunes do PSDB. 

Se a Polícia Federal vasculhar mais certamente vai encontrar o que ainda ninguém sabe, por enquanto. A expectativa é se Gilmar Mendes vai soltá-lo de novo. Se não soltar, pode se transformar na "bomba" que vai implodir o PSDB de alto a baixo. Claro, em nota, o PSDB informou que não é parte no processo em questão e "não mantém qualquer tipo de vinculo com o sr. Paulo Vieira, jamais recebeu qualquer contrapartida de empresas nem autorizou terceiros a fazê-lo em seu nome", informando também que "em período eleitoral ou não, foram doados de maneira absolutamente legal e declarados à Justiça Eleitoral, respeitando a legislação vigente".

A avaliação reservada no entorno de Doria e na cúpula do PSDB é que as acusações são graves. Até agora o PSDB não divulgou nenhum comunicado ou nota de apoio a Aloysio, que também não recebeu a solidariedade de aliados nas redes sociais. Os tucanos paulistas querem evitar que o caso de Paulo Vieira volte para o Palácio dos Bandeirantes e contamine o governo. 

O ex-senador do PSDB, Aloysio Nunes, pediu demissão a João Dória do cargo no governo de São Paulo.

O conteúdo acima tem como base informações publicadas nos sites G1 Paraná RPC e no Portal Estadão aquiaqui