PSDB, sua “compliance” e a "guerra sangrenta à vista"

Então... a jornalista Vera Magalhães, no site Br18, comenta que "os dilemas do PSDB inclui os discursos de "renovação" e "compliance partidário" feitos na convenção municipal do PSDB paulistano. Os tradicionais braços erguidos e os sorrisos forçados não escondem os dilemas que o partido enfrenta nos campos programático e ético. No primeiro campo, ao se apresentar como opção de centro o partido parece deslocado diante da polarização dominante na política brasileira hoje. No campo da ética, a ideia dos aliados de João Doria Jr. nos planos local e nacional é que os acusados de envolvimento em corrupção saiam do PSDB de livre e espontânea vontade. Simplesmente não vai acontecer. Aécio Neves, José Serra, Beto Richa e Marconi Perillo já avisaram que não sairão. Acham que isso significaria uma admissão de culpa que prejudicaria sua defesa judicial. Os tucanos vão expulsar alguns de seus principais caciques? Se forem enveredar por esse caminho, não será um processo de "compliance" (parte da tendência mundial que consiste em repensar e desenvolver mecanismos de controle interno, aumentando a transparência dos procedimentos e diminuindo os riscos de práticas indesejadas, visando otimizar a governança corporativa, sendo um mecanismo para orientar a instituição e os seus colaboradores a seguir um comportamento baseado em regras e padrões éticos). Tem tudo para ser uma guerra suja e sangrenta, em que ninguém sairá limpinho e engomado." Pelo sim pelo não, sendo o PSDB de sempre, vai voar penas para todo lado, ou não? Oremos?