PSDB em "doloroso" processo de transformação alquímica partidária?

Desde que o PSDB perdeu força nas eleições passadas aqui na região do Aglomerado Urbano de Jundiaí, não elegendo nenhum deputado, estadual e/ou federal pelo partido, e ainda perdeu votos que consideravam "garantidos", particularmente em Várzea Paulista, tem a frustração do partido pelo fato do candidato do PSDB à reeleição para deputado federal cair de 13.465 para 8.794 votos, perdendo com isso 4.671 votos mesmo com o empenho da prefeitura. Dá para imaginar o que o PSDB da região ainda deve estar sentindo. 

Mesmo o partido conseguindo se "salvar" elegendo o governador de São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, acabou deixou de ter significativa influência no cenário político nacional, e quase chegando a ser um partido com pouca expressão. Entretanto, ainda resta uma sobrevida ao partido com João Doria, que está se movimentando para dar nova vida política ao PSDB, apesar das resistências e disputas internas pelo comando do partido. A expectativa é de um novo PSDB, com cara nova, talvez até com outra denominação e sem a influência dos caciques, que tentam reagir para se manter em evidência nos holofotes, mesmo com espaços cada vez mais reduzidos e com a perda da importância cada vez mais acentuada. 

Ora, o caldeirão político dos tucanos pode ser comparado a um Athanor, forno dos alquimistas, para transformar a "matéria partidária" a partir do processo alquímico do Nigredo (queima, decomposição ou putrefação) para entrar no processo de Albedo (purificação), seguido do processo de Citredo (regeneração) até o processo alquímico final do Rubedo (sublimação) para tentar restabelecer a integração com o povo. São etapas "dolorosas" para os que se escoram nos vícios políticos partidários, particularmente pela perda do status de alguns dentro do partido ao ter que encarar um novo modo de fazer política. Certamente o "alquimista" e seus "auxiliares" estão manipulando o forno alquímico até a próxima convenção do PSDB, atentos e prontos para excluir quem estiver envolvido em escândalos, delações e processos judiciais, quaisquer que sejam. 

A tarefa, que parece uma missão não impossível, pode ter começado com a denúncia contra Aécio Neves, que chegou a ser preso por corrupção e libertado por ministro do STF, seguido pelas suspeitas de outros tucanos envolvidos no Anel Viário de São Paulo, Metrô, etc., entre os quais Aloysio Nunes, José Serra, Paulo Preto (preso), e Geraldo Alckmin com seus bens bloqueados pela Justiça, incluindo Goldman. Aliás, Goldman nunca foi eleito governador, ele era o vice-governador quando assumiu o governo depois que José Serra se afastou em abril de 2010 para disputar eleições presidenciais. Lembramos que o tucano Azeredo da Silveira, de grande influência, quase uma "instituição", está preso em Minas Gerais.

Com esse cenário adverso, especula-se nos bastidores tucanos que, antes que o PSDB tenha o mesmo destino do PT, pode ser necessário que os "medalhões" renunciem aos seus interesses e influências no partido e, melhor ainda, não dificultem que a nova política se estabeleça em paz, exceto se o que sobrou do partido quiser amargar novas decepções nas eleições municipais de 2020. Uns e outros tucanos cantam Belchior nos bastidores, os chamados cabeças pretas: "o novo sempre vem"... para não ser como "nossos pais".

Quanto ao Aglomerado Urbano de Jundiaí, comentam que o prefeito de Jundiaí não está nas boas graças do governador João Doria, o que pode dificultar a campanha do candidato que vier a apoiar nas próximas eleições municipais. Enquanto isso, os adversários do PSDB se movimentam dentro e fora dos bastidores de Jundiaí para as eleições 2020. Segundo uns e outros, especula-se na política da região se o PSDB vai se sair bem nas eleições 2020. As apostas é de que não...