Sobre a matéria do prefeito de Várzea Paulista no Jornal de Jundiaí

O Jornal de Jundiaí publicou ontem, 01/05, uma matéria que especulam se foi paga ou não paga pelo governo de Várzea Paulista para tentar mudar a imagem muito desgastada ante a população, certamente contando também com a expectativa de reverter o cenário político contrário para as eleições 2020. Até aí tudo bem, todo governo faz isso quando o quadro político lhe é desfavorável, principalmente quando quer apoiar e eleger seu sucessor, o que parece impossível quando os eleitores sabem o que governo tem feito em desfavor da população. Aqui em Várzea Paulista, diante dos "eventos" que inclui denúncias e processos judiciais contra o prefeito e secretário/gestor, Contas Rejeitadas pelo Tribunal de Contas, visitas da Polícia em setores do governo, delação de ex-diretores da Vitale contra gestores por recebimento de propina, pedido de cassação do prefeito que teve seus bens indisponibilizados pela justiça no caso dos DVDs, etc, etc, que, segundo uns e outros, começou desde que assumiu o poder em 2013. Bom, a matéria diz que o prefeito de Várzea Paulista saiu de um déficit de quase R$ 80 milhões em 2012, para um superávit de mais de R$ 13 milhões em 2018, comentando também sobre investimentos importantes em andamento nas áreas de saúde e saneamento, destacando a obra do Córrego Bertioga (que está parada por falta de verba). Ele disse que "Não estou aqui para enaltecer meu governo, mas sim uma cidade antes desacreditada. Estamos vivendo hoje um novo momento, colocando valores fundamentais à frente, vencendo conceitos e preconceitos, com respeito aos recursos e ao dinheiro público. Hoje os números nos credenciam". Entretanto, não mencionou nenhum dos escândalos que fazem seu governo ser muito criticado e desacreditado, nem qualquer explicação sobre o Cemitério e Bolsa Família, e muito menos sobre a Saúde que tem sido precária e deprimente na UPA e no Hospital, além das vias públicas quase todas esburacadas. No fim da matéria consta que o déficit em 2012 era de R$ 78,61 milhões, com um cenário caótico, enquanto em 2018 saltou para R$ 13,08 milhões positivos. Sendo isso verdade, então se justifica o recente pedido de empréstimo de 3 milhões à câmara municipal, a falta crônica de medicamentos nas UBS, etc? Ora, diante do que a cidade já sabe e comenta a respeito desta administração municipal, qualquer candidato que o governo pretender apoiar nas próximas eleições municipais certamente será rejeitado pelo eleitorado. Com tudo isso na consciência, o prefeito e equipe executiva ainda tem que pensar no tal mandado de segurança pedindo a cassação, e a abertura de CEI na câmara para investigar a Saúde. Pelo sim pelo não, se a matéria no JJ convence ou não, é obvio que: o que é dito nos jornais e discursos é uma coisa, e outra o que todos sabem... Oremos!