Várzea Paulista na contramão do "isolamento social"?

Então... Enquanto aqui em Várzea Paulista o Boletim Epidemiológico de ontem, 15/05, informa que dos 33 casos suspeitos: 13 estão descartados, 2 confirmados com óbito por Covid-19 e 18 aguardando confirmação dos exames. Os 18 informados como suspeitos, juntamente com os 2 óbitos somam 20 casos reais de coronavírus na cidade. Pelo menos é o que consta no Boletim, e nenhum apoiador do governo municipal disse nas redes sociais que é faknews. Entretanto, Várzea Paulista é uma das cidades que mais tem pessoas ignorando ou "desrespeitando" o isolamento e saindo às ruas. Ora, com o baixo índice de contaminação mostrado no Boletim Epidemiológico, a cidade está na contramão do decreto do governo do Estado, contrariando e, quem sabe, até desmentindo o governador de São Paulo, ou não? 

Sem ser nenhuma surpresa, Doria, o governador de São Paulo, criticou a anunciada demissão do futuro ex-ministro da Saúde (confirmada por ele mesmo), como uma "desastre" para o país, como se a fala do governador tivesse algum poder de influência ou interferência nas decisões do presidente da Republica, Republica da qual São Paulo faz parte. Os meios de comunicação e imprensa logo correram para publicar que esse e aquele "político" é contra a demissão de Mandetta, que o presidente do senado e  alguns ministros do STF supostamente ligaram para Bolsonaro tentando demove-lo da troca do ministro da Saúde, além de exaltarem as "qualidades" do futuro ex-ministro. Inclusive o DEM defende que Mandetta, após demissão oficial, não aceite convite para ser secretário nem de Doria nem de Caiado, para supostamente lançá-lo com candidato à presidência em 2022.

É como tem sido na política: pegam um ex-deputado (não conseguiu se reeleger) que votou contra verbas para a Saúde, indicam para ministro para criticar e se posicionar contra o presidente da nação, que prega o isolamento resistindo ao uso da hidrocloroquina (acabou tendo que aceitar) nos casos concretos do Covid-19 (que salvou e tem curado muitos pacientes com sucesso), que insiste em criticar o presidente da republica para justificar sua posição a favor do isolamento e que, por fim, admite ter cometido "excessos" nas criticas e reconhece a demissão por conta de seus comentários. Tarde demais.

Um exemplo de comportamento análogo ao Mandetta pode ser o de Orestes Quércia, indicado e apoiado por Franco Montoro como o político "novo, limpo e honesto", mas que "rompeu" com o próprio benfeitor e traiu Ulisses Guimarães comandando o PMDB. Segundo uns e outros, Mandetta é só mais uma figurinha repetida no álbum político, mas não é carimbada como também não é Doria, Witzel, Caiado, Maia, Alcolumbre, Frota, Joyce Halssemann, Felipe Santa Cruz e todas as conhecidas figurinhas da esquerda.  Na disputa presidencial de 1989, Quércia teve menos votos que Enéas.

Por outro lado, os apoiadores entendem que podem "acusar" e "ofender" Bolsonaro de muitas coisas, mas de desonesto, corrupto e traíra só podem dizer isso em FakeNews, diferentemente quando se trata de Lula, Delcídio, Gleise, Cunha, Geddel e inúmeros outros "políticos" envolvidos e investigados em corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, etc., alguns presos.  

Aqui em Várzea Paulista, o atual prefeito Juvenal Rossi, é alvo de muitos processos judiciais tendo, inclusive, seus bens bloqueados pela justiça e Contas Municipais REJEITADAS pelo TCE, maioria por irregularidades e superfaturamento na Educação (transporte escolar, etc). O vice prefeito, que comentam será candidato a prefeito, também já foi condenado a devolver dinheiro por superfaturamento juntamente com o prefeito. Os comentários na cidade é de que o governo municipal de Várzea Paulista não é um exemplo de moralidade de administração pública, principalmente depois dos escândalos do Cemitério, Bolsa Familia, Propinas na Saúde aos gestores da Saúde e da Comunicação, etc., sob os olhares complacentes de todos os vereadores, que especulam nos bastidores e opinião pública ter participação de alguns deles, supostamente claro.