A CAMPANHA PARA VEREADOR: "GARIMPANDO" VOTOS UM A UM – Parte 1

09/08/2016 08:03

   Baseado no artigo de Francisco Ferraz

  Fonte: www.politicaparapoliticos.com.br

   A campanha do candidato a vereador é muito diferente de todas as demais campanhas eleitorais para outros cargos públicos:

  Em primeiro lugar porque, para a maioria das pessoas, ela costuma ser o primeiro passo na transição da vida privada para a vida do homem público. Ela tende a ser o canal de acesso ao mundo político. Como tal, para muitos, é uma experiência nova e um aprendizado que os distingue daqueles outros que já passaram pela experiência e que buscam a reeleição.

  O candidato a vereador tem de se esforçar para atrair a atenção do eleitor

  Em segundo lugar, porque, como regra, são as "primas pobres" das demais eleições. O "grosso" dos recursos é destinado à campanha majoritária para a prefeitura. Espera-se que o candidato a vereador seja capaz de financiar a sua própria campanha, principalmente e, sobretudo, quando disputa sua primeira eleição.

  Em terceiro lugar, pela enorme dificuldade de atrair a atenção pública, quando comparada com todas as demais eleições. Tanto as eleições executivas, quanto, em menor medida, as legislativas estaduais e federais, mobilizam mais o interesse e a busca da informação e a atenção do eleitor que a de vereador.

  O vereador, em uma comparação genérica com os demais políticos, é o que menos poder possui. Dessa condição decorre o baixo interesse da mídia, a reduzida cobertura dada pelos seus veículos às atividades dos vereadores, e, em conseqüência, o baixo nível de informação e interesse do eleitor comum na escolha do seu candidato, e, depois, no acompanhamento de suas atividades.

  Além dessas diferenças, há outras que afetam a função legislativa como tal, em comparação com a executiva, que a eleição para a Câmara de Vereadores compartilha com as eleições para a Assembléia Legislativa e a Câmara dos Deputados:

  · A ausência da dramaticidade que existe na disputa entre candidatos executivos;

  · A condição da escolha exclusiva - no Executivo apenas um ganha, os demais perdem, enquanto que no legislativo vários ganham;

  · O diferencial de poder que, no Executivo se individualiza, e no Legislativo se pluraliza;

  · O fato de que a eleição para o Executivo é reportada pela mídia como uma "corrida de cavalos", identificando com clareza os concorrentes, acompanhando nos mínimos detalhes as ações, as estratégias, as mudanças que são praticadas durante a corrida, etc.

   Que fazer então?

  O candidato a vereador deve criar uma identidade própria para sua candidatura, diferente de todas as demais.

  Frente a esses obstáculos, o candidato a vereador precisa, antes de tudo, reconhecê-los para poder superá-los. Sua estratégia deve necessariamente levá-los em conta e conceber ações que possam ter a eficiência necessária para elegê-lo, apesar das dificuldades.

  ... continua na parte 2 (final)...

 
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