A CAMPANHA PARA VEREADOR: "GARIMPANDO" VOTOS UM A UM – Parte 2

09/08/2016 09:48

  Baseado no artigo de Francisco Ferraz

  Fonte: www.politicaparapoliticos.com.br
 

  ... continuação da parte 1 (final)...

  O candidato a vereador enfrenta 3 principais desafios à sua competência, criatividade e trabalho, para conseguir ser eleito:

  1. O desafio da relevância - O candidato deverá prover o eleitor com argumentos fortes que recomendem votar nele. Frente a uma percepção de baixa relevância política, ele deverá provar que, como vereador, poderá ser relevante e necessário. Para tal, deverá formular e comprometer-se com projetos realizáveis e desejados pelos segmentos junto aos quais buscará votos. Não significa comprometer-se a realizá-los.

  O eleitor sabe que o candidato não terá poderes para tanto, mas significa que irá fazer a sua parte na plenitude, para que ele aconteça (vai propor, vai procurar apoios, vai trabalhar, vai à mídia e à opinião pública, vai insistir, etc). O mesmo pode ser feito com relação à legislação que é percebida pelo eleitor como prejudicial. Compromete-se a mudá-la, tomando a iniciativa para mobilizar apoio suficiente para tal.

  Não se esqueça, como candidato deve comprometer-se a promover ou reagir energicamente sobre objetivos que são desejados pelos eleitores e realizáveis por sua ação junto às demais autoridades. Não prometer fazer o que está fora do seu alcance. Nesses casos, o que o candidato pode prometer é o seu apoio e trabalho.

  2. O desafio da identidade - O candidato deve criar uma identidade própria para sua candidatura, diferente de todas as demais. Não basta um nome ou apelido que o singularize. Essa identidade, se não ganhar um conteúdo forte, não resiste. É aqui que entra a questão da imagem.

  Muitos candidatos a vereador acreditam que somente os candidatos ao Executivo precisam trabalhar a sua imagem. Este é um erro fatal. Qualquer candidato que será comparado com outros precisa de uma imagem competente para identificá-lo com os valores que encarna, e separá-lo dos demais.

  Estruture uma imagem adequada ao que seus potenciais eleitores esperam, aos projetos que defende, aos valores que subscreve, compatível com sua história de vida, e amarre nela sua candidatura: sua publicidade, seu discurso, seus projetos.

  3. O desafio da "equação da vitória" - Você deve conceber, por antecipação, e modificar e corrigir, com o andamento da sua campanha, a "equação da vitória": de onde saem e qual o valor em votos das parcelas de eleitores que lhe darão o quociente eleitoral.

  Os eleitores integram "segmentos", isto é, agregados de indivíduo que possuem algumas características importantes em comum.

  Candidato a vereador, como qualquer político, não tem acesso a 100% dos eleitores. Há alguns que são mais prováveis de vir a votar, como há outros que não votam de forma alguma, e muitos outros que talvez o candidato não tenha tempo para atingir. Por outro lado, estes eleitores também não estão completamente soltos na sua respectiva individualidade. Eles integram "segmentos", isto é, agregados de indivíduo que possuem algumas características importantes em comum. Seu desafio é formar uma equação com parcelas de eleitores dos segmentos que você integra ou em relação aos quais tem acesso, cuja soma seja confortavelmente superior ao quociente eleitoral.

  Exemplo de um candidato ligado a pequenos segmentos:

     x votos familiares e amigos 

  + x votos que familiares e amigos dizem conseguir 

  + x votos vizinhança 

  + x votos no bairro 

  + x votos no trabalho 

  + x votos pequenos comerciantes 

  + x votos de fornecedores, 

  + x votos de empregados 

  + x votos no sindicato, associação que pertence 

  + x votos cabo eleitoral Z, cabo eleitoral W, cabo eleitoral Y, etc 

  + x votos eleitores do deputado V 

  + x votos lista A,B,C,D etc 

  + x votos conquistados no contato pessoal, no corpo a corpo, e assim, sucessivamente.

  É para esses que deverá fazer sua campanha, fazer contato pessoal, mandar literatura de campanha, telefonar, convidar para eventos etc. Esse exemplo serve apenas para ilustrar como é possível buscar eleitores dentro de segmentos, estimar que parcela deles pode vir a votar em você, selecioná-los para o contato de campanha. Seu total deve ser bem maior que o quociente eleitoral, e à medida que os nomes são anotados, a lista deve ser depurada de nomes repetidos.

  É óbvio que esta é uma equação para eleitorados pequenos. Para eleitorados grandes, os segmentos deverão ser em menor número, mas possuir um número muito maior de membros. Analogamente, em eleitorados pequenos, a base da campanha pode ser o contato pessoal, reforçado por literatura de campanha e telefonemas.

  Para os eleitorados maiores, você deverá, além de fazer isso, possuir uma publicidade de campanha de maior porte, uma equipe de apoiadores e cabos eleitorais bem maior, e usar as mídias de massa, ou produzir suas próprias mídias (mala direta, telemarketing político, redes sociais, etc), mediante as quais possa atingir os eleitores necessários para elegê-lo.

 

 

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