1001 - QUEM APOIA O PT DEVERIA SE SENTIR ENVERGONHADO

02/08/2018 09:55

   O titulo deste Opinião é o da postagem de Amanda Soares de Melo no Facebook

  É a queda da esquerda no Brasil? Bom, o “acordo” do PT com o PSB teve repercussão negativa no meio político nacional, muito mais que a do “centrão” ter se “aliado” a Alckmin para continuar no poder, segundo analistas dos meios de comunicação. A vergonha envolve os 2 partidos, e muitos lamentam surpreendidos, estupefatos e até revoltados, como é o caso de muitos petistas de primeira hora. Entre as inúmeras críticas contundentes comentando o “acordo”, temos o Blog do Josias de Souza que escreve que o ESQUARTEJAMENTO DE CIRO PODE CUSTAR CARO A LULA, onde também TARSO GENRO CRITICA O PT. Os jornais nacionais, os internacionais El País, BBC Brasil, Reuters e outros meios de comunicação também deram destaque. O 1º dia do mês de cachorro louco não poderia ser pior para a esquerda política brasileira e, principalmente, para o PT e PSB. Quem ganha com isso é Bolsonaro. Vejamos a matéria abaixo, condensada, que trata com propriedade deste assunto:

  PT, O MAIOR PARTIDO PEQUENO DO MUNDO

   Por Gilberto Maringoni

   Fonte:  https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/01/politica/1533147678_912904.html?id_externo_rsoc=FB_CC

  Não é exagero dizer que o PT selou um acordo eleitoral com golpistas. Fosse apenas isso, já seria escandaloso, mas nada muito estranho para quem conhece o PT real. Dono da maior bancada da Câmara, o partido negocia migalhas pelos estados, em busca da manutenção de mandatos a todo custo. Nada a ver com proclamas altissonantes de alguns dirigentes nacionais nas proximidades da sede da Polícia Federal, em Curitiba. O objetivo real do PT com essa pirueta inexplicável não é soltar Lula da prisão, deter o golpe, o entreguismo e dar um basta ao desespero da maioria da população brasileira.

  O objetivo não é formar uma frente contra o retrocesso e o golpe. O objetivo é isolar Ciro Gomes. Sim, isolar Ciro, que negociava uma chapa com o PSB. E como se isola Ciro? Impedindo que ele tenha maior tempo de TV e chapas nos estados. Compor com o pedetista nem pensar. Ciro é um aliado complicado. Tem muito do histrionismo de Leonel Brizola, um programa nacionalista, mas não o talento do bravo gaúcho. É mercurial, fala mais do que deveria, mas inegavelmente situa-se no terreno do antigolpismo. Seria um aliado potencial.

  Por que acontece a recusa? Lembremos aqui. O PT dos anos 1980 não fazia frentes com ninguém. Alegava um purismo udenista para não se aliar a partidos “burgueses” ou envolvidos em escândalos de corrupção. Na verdade, os seguidores de Lula investiam fundo em sua autoconstrução, num momento em que a ascensão das lutas populares facilitavam seu crescimento. A manutenção da estrutura estava acima de tudo. O PT só foi capaz de fazer frentes na década seguinte, quando era inequívoca sua hegemonia no campo popular. Aceitava ceder cabeças de chapa regionais ou locais, jamais abrindo mão de estar à testa de coligações nacionais. Deu-se ao luxo de recusar o apoio – sublinhe-se “apoio” – de Ulysses Guimarães contra Collor de Mello, em 1989. O PT cresceu, tem trajetória exemplar, é um dos maiores partidos de centroesquerda do mundo, mas segue com sua recusa real a montar frentes.

  Voltemos a pergunta: por que o PT repele Ciro mais que qualquer coisa? Porque Ciro – com Lula inabilitado – disputa o eleitorado petista. E isso não pode, para um agrupamento que, mais do que tudo, deseja seguir hegemônico entre a esquerda. Em tempos anormais, debaixo de um golpe que está desmontando o Estado brasileiro e arrebentando com a sociedade, o Partido dos Trabalhadores pensa primeiro em seus interesses particulares, em seus votos e em sua estrutura. É um contraste com a generosidade e solidariedade de milhões de brasileiros que apoiam Lula e desejam apenas um país melhor para viver e criar os filhos. O PT pensa e age como um partido pequeno. Numa disputa em que a extrema-direita ou o financismo ultraliberal podem destruir o Brasil, o PT cuida das suas coisinhas e de suas miudezas.

P.S. No início da noite, Marcio Lacerda (empresário e politico do PSB) lançou uma nota, afirmando desconhecer qualquer compromisso formado pela direção do PSB: 

  “Na tarde de hoje fui surpreendido pelo meu partido, o PSB, que através do seu presidente Carlos Siqueira, que ao contrário de diversas manifestações anteriores onde disse clara e publicamente que a nossa candidatura era uma das prioridades do partido, veio a Belo Horizonte comunicar que a direção nacional do partido tomou a decisão política de alinhamento com o PT em Minas Gerais. A mim foi oferecida, como alternativa à candidatura ao governo do Estado, a candidatura ao Senado em uma composição com o Partido dos Trabalhadores, sugestão com a qual prontamente discordei.

  Recebi esta comunicação com indignação, perplexidade, revolta e desprezo”.

 

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