1011 - DIRETRIZES DO PLANO DE GOVERNO DE MARINA SILVA

16/08/2018 12:20

   Baseado no artigo da Agencia Estado

   Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2018/08/15/interna_politica,700378/programa-de-governo-de-marina-reve-propostas-para-uniao-gay-e-banco-ce.shtml

  Com o titulo BRASIL JUSTO, ÉTICO, PRÓSPERO E SUSTENTÁVEL, Marina Silva divulga sua proposta de Plano de Governo. O documento, de 61 páginas, também é mais reformista que o de quatro anos atrás: defende mudança na Previdência, com o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadorias; no sistema tributário, com substituição de cinco impostos por um; e a reforma política, já defendida em 2014, com o fim da reeleição, mudanças nas regras do fundo eleitoral, criminalização do caixa 2 e a limitação do autofinanciamento. Na introdução ela diz que: "Vivemos um momento de desesperança profunda com a política e os políticos. Interesses, privilégios e corrupção sabotam a confiança dos brasileiros na possibilidade de um país justo, ético, próspero e sustentável. Ao mesmo tempo, estamos nos aproximando das eleições, quando teremos a oportunidade de tomar uma decisão muito importante para o nosso futuro, reafirmando a democracia diante das incertezas que temos, dos problemas que enfrentamos e dos discursos extremistas que surgem para nos dividir. Nos próximos meses, a palavra MUDAR será usada à exaustão, inclusive por muitos que foram protagonistas do passado e que criaram os problemas do presente e agora querem convencer o eleitor de que serão capazes de comandar a difícil travessia que o Brasil precisa fazer. Não serão! É o momento de dar um basta na velha política – das alianças “toma lá, dá cá” que visam proteger o poder de quem governa – e estabelecer uma aliança genuína com o povo brasileiro, com foco em suas reais prioridade"

  Nas diretrizes, Marina Silva propõe que o casamento civil de pessoas do mesmo sexo seja "protegido por lei". Ela também defende a autonomia do Banco Central (BC), e não mais a sua independência institucionalizada, proposta que constava no programa de 2014. Além disso, faz a defesa das reformas política, tributária e da Previdência. Tanto a união gay quanto a independência do Banco Central foram pontos de controvérsia na campanha de Marina em 2014. No primeiro ponto, a então candidata do PSB foi alvo de ataques de lideranças evangélicas, como o Pastor Silas Malafaia. No segundo, o PT a acusou de tirar o prato de comida da mesa dos brasileiros. Nestas eleições 2018, Marina tomou o cuidado de revisar todos os trechos do documento, intitulado Brasil Justo, Ético, Próspero e Sustentável, segundo interlocutores da equipe. No trecho em que defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o texto ressalta que já foi autorizado pelo CNJ. "O Conselho Nacional de Justiça regulamentou a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo, através da Resolução 175/13. Acataremos a demanda de que os direitos decorrentes dessa decisão sejam protegidos por lei." 

  Em 2014, um dia depois de divulgar o apoio ao tema em seu programa, e sofrer ataques de evangélicos, a campanha mudou o termo para "união civil". Marina é evangélica da Assembleia de Deus. Neste ano, o documento vai além e defende os mesmos direitos em casos de adoção para casais homossexuais e heterossexuais.  A independência institucionalizada do BC era defendida pelo PSB em 2014 e, segundo Marina, foi "herdada" por ela após a morte de Eduardo Campos. Desta vez, a Rede coloca em suas diretrizes que é "necessário reafirmar o compromisso com a autonomia operacional do Banco Central em seu objetivo institucional de manter a estabilidade da moeda e conter a inflação". A presidenciável defende ainda manter o tripé macroeconômico - superávit primário, câmbio flutuante e regime de metas para a inflação. 

Veja as Diretrizes do Plano de Governo de Marina Silva clicando aqui

 

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