1043 - FIM DE JORNADA ELEITORAL PARA CIRO E ALCKMIN?

29/09/2018 09:33

  Com a divulgação da última pesquisa eleitoral DataFolha, esteja correta ou não, e deve estar, Ciro Gomes e sua desmedida língua, ainda que ele acredite chegar ao 2º turno, continua em queda junto ao eleitorado na disputa presidencial, tal qual Geraldo Alckmin que parece ter entrado na fase de falência eleitoral. Com vocabulário deselegante e de baixo nível na base do vale-tudo, incluindo ofensas e tentativas de desqualificação do adversário, que só se vê em alguns lugares mal frequentados e pouco recomendado às pessoas de bem. Pode-se avaliar esse cenário também como morte anunciada em 45 dias de campanha eleitoral, em flagrante e indisfarçável aflição para tentar chegar no 2º turno, principalmente com o que pode vir nestes últimos 9 dias que antecedem o velório político de um e outro, pelo menos até o momento. Há chances? Sempre tem, a esperança continua determinada até o final da eleição.

  Portanto, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, não chegando ao 2º turno, terão que reconstruir o caminho de retorno ao poder, seja estadual ou municipal, certamente enfrentando uma jornada em estrada estreita, talvez assombrada e com muitos percalços, onde quem mais está perdendo é o PSDB desde que se juntou ao governo Temer. Talvez devesse ter assumido, já que entrou. Tasso Jereissati já admitiu o erro, e Aloysio Nunes foi a público dizer que Bolsonaro não é uma ameaça nas Relações Internacionais. E mais, não é preciso ser expert para chegar à conclusão de que o eleitorado não aceita mais a tática de desconstrução política do adversário que, ao contrário, tem fortalecido quem está na preferência do eleitorado. O nível da campanha chega a ser deprimente para quem usa da falta de educação ao apelar e tentar demonizar o adversário, tal o ridículo do que dizem na eminência de não conseguirem terminar a campanha de cabeça erguida.

  Uma coisa parece certa: o sentimento que se observa na opinião pública é que o candidato na primeira colocação nas pesquisas, é o que melhor está sintonizado com o desejo de mudança de uma grande maioria dos eleitores, principalmente anti-PT. Outra coisa, Jair Bolsonaro tem seu vice Mourão tropeçando na língua, e o PT tem o ex-ministro José Dirceu dizendo que o PT vai “tomar o poder, que é diferente de ganhar eleição”. Com isso, a campanha eleitoral parece ter pouco de republicana, e muito menos de democracia, principalmente por quem só quer o poder... Mas, no fim das contas, tudo o que foi dito aqui só será verdadeiro depois de 07 de outubro, se não acontecer algum fator imponderável no resultado do 1º turno.

 

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