213 - V.PTA: INSATISFAÇÃO POPULAR E O GOVERNO

01/07/2013 06:58

  Após anos de insatisfação, os eleitores de Várzea Paulista acreditaram novamente nas promessas políticas e elegeram seus recentes representantes, Executivo e Legislativo, que hoje parecem tomados pela necessidade urgente de fazerem alguma coisa cuja motivação é conhecida: a determinação da sociedade de entrar de sola no jogo. Ótimo, saudável e mais que necessário.

   Isso do lado A da insatisfação popular.

  Do lado B há os problemas decorrentes do desacerto entre a pressa e a perfeição. Os especialistas alertam para as consequências ruins que a maneira inconsequente de responder aos protestos pode gerar no governo: falta de projeto definido de governo, menos racionalidade na tomada de decisões, mais desajuste, mais insatisfação e estar na contramão das promessas de campanha.

  O terreno é fértil para o descontentamento da opinião pública para com os políticos eleitos e os indicados para os cargos de confiança. Assim, os eleitores viu a dura oposição feita ao governo anterior durante as eleições (hoje atual governo), como quando também viu o projeto de lei aprovado para o aumento dos salarios de prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores, em reunião sem a presença pública. Tem-se também o Poupatempo saúde, que ainda permanece só como compromisso de campanha  sem que projeto algum tenha sido apresentado à população até o momento, como se não fosse ele mesmo um dos ítens do protesto, junto com o principal alvo na Manifestação do dia 21/06 que são os salários abusivos autoconcedidos.

   Por estas e muitas outras, a "surpresa" de suas excelências - do legislativo e do executivo - que agora correm confusos para tentar entender o que está errado no legislativo e no governo, como se não soubessem que é coisa que já vinha acontecendo desde as administrações anteriores.

   Não havia outro jeito, é verdade. Mas tinham o dever de aliar a esse movimento um mínimo de autocrítica e a explicitação de compromisso com a mudança de comportamento, mesmo porque prometeram promover a desejada  mudança durante a campanha, e foi com isso que foram (re)eleitos.

   Se ouviu do atual prefeito durante a campanha, o tempo todo, dizendo que a saúde na cidade estava ao descaso, que faltava medicamentos nas UBS, que não tinha Maternidade, que não tinha UTI, que não tinha médicos suficientes,  que o governo devia ao Fussbe, que as ruas estavam todas esburacadas, que a obra do do córrego do Bertioga era um êngodo para a situação ganhar a eleição, que não havia guard-rail (barras de proteção) para veículos não cairem no córrego, que havia comissionados demais na prefeitura, incluindo os "fantasmas", que não havia uma atenção social aos sem-teto,  que eram contra o loteamento do Mursa, e por aí vai... Fizeram um oposição feroz e ganharam a eleição com a maior promessa que puderam fazer: o Poupatempo Saúde. Na 20ª sessão da Câmara Municipal, o nobre vereador lider do governo admitiu, publicamente durante a sessão, que depois do anuncio do Poupatempo Saúde o atual governo subiu 8% nas intenções de voto na campanha, de uma hora para outra, e com isso ganharam as eleições.

   Não se ouviu até o momento do prefeito, secretários ou vereadores, qualquer palavra sobre a parte que lhes cabe na insatisfação popular, equívocos e indiferença diante dos maus serviços prestados à população.

   Tampouco se ouve um pedido de desculpas que seja, pelo pouco caso de anos a fio em que o Legislativo, ressalvadas raríssimas ocasiões, só representou a si mesmo.

    Exemplo é a manutenção da política sob as mesmas regras de antes, quanto a cidade só recebe o que mais fácil o governo consegue fazer: asfaltamento, operação tapa-buraco, limpeza de vielas, pintura do viaduto, etc.. Estava claro que um dia a casa cairia. Como reconstruí-la é o desafio que se impõe, e cumprir as promessas de campanha é agora o minimo que devem fazer, legislativo e governo. 

   Inaceitável é que na pressa, a afobação de autoridades de todos os níveis e matizes se mostrarem atentas a um clamor que sempre ignoraram, acabe resultando na aprovação de projetos e anúncio de medidas que levem a resultados opostos àquilo que a população saiu de casa para exigir: Estado organizado, presente, eficiente, decente e sem corrupção.

   Convém que não se brinque com o descontentamento porque o clima está mais para fogo na palha que para fogos de palha.

 

Lembretes: 

1 - Plano de Go verno.pdf (registrado no Cartório Eleitoral)

2 - Compromisso público em fazer o Poupatempo Saúde (folheto da campanha)

 

Sugerimos a leitura do contexto do link a seguir:

  https://www.conjur.com.br/2013-mar-08/projeto-lei-torna-crime-nao-cumprimento-promessas-politicos

 

 

 

 

 

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