230 - V.PTA: DECISÕES QUE NÃO DECIDEM - 1

26/08/2013 09:38

   Baseado em texto do site www.politicaparapoliticos.com.br

  As decisões em um governo implicam escolhas frente a alternativas diferentes, e elas normalmente são políticas.

  Portanto, são decisões que determinam quais interesses serão favorecidos num meio social. Num sentido amplo praticamente todas as decisões humanas são políticas. Entretanto, o termo é mais comumente usado para se referir a decisões em que se escolhe representantes, se delega poder, ou se reivindicam mudanças de forças ou de priorização de interesses.

  O comportamento político de seres humanos costuma ser pouco racional, provavelmente devido a sua relevância durante a evolução humana e a relevância social que tem atualmente. O comportamento pouco racional e cheio de intrigas torna processos de administração pública bastante complicados, conflituosos e burocráticos.

  A administração pública, como qualquer empreendimento que envolve muitas pessoas e se desdobra no tempo, com vistas a realizar um objetivo comum a elas, avança pautada por decisões estratégicas. Pelo menos é para ser assim.

  É mediante decisões, que implicam escolhas frente a alternativas diferentes, que o governo e o legislativo se movimentam, e assume a sua identidade perante os eleitores e população.

  O próprio governo e legislativo começa com a primeira decisão que é a de assumir o mandato. A partir desta decisão primordial, segue-se uma verdadeira multidão de decisões, em relação a pessoas ou coisas; de curto, médio e longo prazo, e de grande ou pequena importância. Estas decisões, por outro lado, serão tomadas pelo candidato ou por pessoas de sua confiança, e cada parte possui seu próprio sistema de tomada de decisão.

  Algumas administrações campanhas centralizam todas as decisões nas mãos do prefeito, outras as descentralizam mais ou menos; em algumas existem órgãos deliberativos e consultivos para diferentes matérias, outras adotam a informalidade, reunindo pessoas para deliberar sem dar origem a um órgão interno. A variedade de situações, como se vê, é enorme, mas, em qualquer governo, decisões são tomadas a todo o momento, e, da qualidade delas depende o sucesso da empreitada na administração municipal.

  Sem considerar e/ou analisar o aspecto substantivo das decisões, isto é, o seu acerto, a sua adequação aos problemas que a suscitam, e sim do seu aspecto processual, vemos que existem condições para a tomada de decisão quando, diante de um problema determinado, há alternativas entre as quais escolher. Em conseqüência, a primeira providência a ser adotada é a de definir o problema: atribuir-lhe sua verdadeira dimensão (nem superestimá-lo, nem subestimá-lo); situá-lo no tempo (curto, médio ou longo prazo); reunir as informações necessárias para enfrentá-lo, e decidir quais os auxiliares que participarão das discussões.

  A segunda providência, já adotadas as primeiras medidas, é a identificação das alternativas existentes. Só se pode falar em tomar decisões quando há alternativas entre as quais escolher. A identificação das alternativas é um passo fundamental para uma decisão acertada. Alternativas devem ser realistas, isto é, devem ser viáveis e adequadas para enfrentar o problema. Há que se cuidar muito para evitar alternativas que parecem excelentes, mas que são de execução muito difícil, e que dependem de fatores que estão fora do controle do candidato. As alternativas devem estar sob controle do governo, isto é, uma vez adotadas podem ser implantadas inteiramente, sem depender de fatores estranhos a ela.

  Diante de alternativas desta natureza há condições para tomar uma decisão racional, que signifique uma resposta da administração ao problema. Como se observa, se trata de decisões estratégicas como matérias que demandam decisões frias, objetivas e racionais. Esta é a única forma correta de enfrentar os problemas que surgem, dando lhes solução. Isto não significa que muitas vezes (talvez próximo da maioria dos casos) as decisões são tomadas sem esta cautela. É muito comum em governos novos que as decisões mais importantes sejam tomadas de maneira emocional, irrefletida e no impulso, determinado por um sentimento muito forte do comandante, tnto do refeito quanto do presidente da câmara municipal

 

   Obs.: Continua na próxima publicação... 

 

 

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