348 - A COPA DO MUNDO E OS JOGOS POLÍTICOS

28/06/2014 08:15

   

    Com base no artigo de Victor Moreira

    Fonte: https://lounge.obviousmag.org/mapa_de_pensamentos/2014/06/a-copa-do-mundo-e-os-jogos-politicos.html

   Está-se usando a Copa do Mundo como ferramenta política nessa guerra desconexa entre o governo e a oposição. Consequentemente, os seus respectivos apoiadores por parte do povo seguem a mesma linha de estratégia. Aí, nesse jogo de empurra-empurra, cria-se uma massa disforme de informações, de onde não se tira nada que presta.

   Esse impasse que orbita em torno do Mundial e o mal-estar criado reflete não mais que um problema político.

   Aos enfezadinhos contra o governo, que querem revolucionar (palavra da moda nos últimos séculos) o Brasil e apoiam, ardentemente, o boicote ao evento; saibam que vocês estão mirando no alvo errado e sou obrigado a concordar com o pesquisador do IPEA, Antônio Lassance, quando diz que "não se boicota um evento esportivo, por mais justas que sejam as razões. Temos como exemplo a Olimpíada na Alemanha, em 1936, em pleno nazismo. Se tivesse havido boicote Jesse Owens (o velocista negro norte americano) não teria tirado dos nazistas a medalha que eles aguardavam ansiosamente para ilustrar o mito da supremacia ariana." Entenderam? Não se ataca o todo para se resolver a parte. Aliás, a lógica é exatamente oposta, ou seja, ataca-se a parte para resolver o todo.

   Aos fervorosos apoiadores do governo que deram pra repetir como papagaios o argumento desgastado de que, segundo Nelson Rodrigues, o brasileiro tem o "complexo de vira-lata" (ou algo do tipo); espero que tenham buscado e explorado a fonte, como bons formadores de opinião que são, para ler sobre o autor dessa máxima que tem suportado as tais críticas. Em uma outra crônica o mesmo diz que "no dia depois à conquista de 1958 um país de analfabetos saiu para comprar todos os jornais sobre a copa". Repito. "(...) um país de analfabetos". Entenderam?

   Caros amigos, apesar da obviedade da informação, muitos tem confundido as coisas, portanto, gostaria de desfazer o imbróglio criado pelos extremistas de ambos os lados. Que fique claro como premissa de toda e qualquer opinião: a Copa do Mundo não é um partido político e um partido político não é o Brasil.

   Aproveitando a metáfora futebolística de Nelson Rodrigues para falar do povo, compartilho a do cientista político Carlos Melo para clarificar o cenário da nossa política atual: "A final de 1958 tem uma imagem muito forte. Aos 4 minutos de jogo o Brasil toma o primeiro gol e a sombra do fracasso de 1950 bate à porta novamente. Então, Didi pega a bola dentro das redes, levanta a cabeça e vai até o meio campo com a bola debaixo do braço. O Brasil vira o jogo e acaba vencendo o jogo por 5 a 2. Hoje, falta na política brasileira um Didi que organize o país. Mas falta também um time a altura daquela seleção de 58. A verdade é que em todos os partidos, com raríssimas exceções, só tem zagueiro que dá chutão, num grande campeonato de várzea nacional. "

   E o mais inquietante nisso tudo é que a cada chutão existem uns milhares na arquibancada vibrando como se fosse gol.

   Resumindo: Segundo um artigo de Érico Firmo, temos que: Se a relação entre futebol e política é sempre intrínseca e a tentativa de tirar proveito está sempre presente, o reflexo dos resultados de campo raramente é significativo. Quem quiser torcer contra ou a favor pode fazê-lo sem culpa e sem se preocupar com a repercussão para suas preferências políticas.

 

 

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