355 - VAI-SE A COPA E FICAM AS URNAS PARA O ELEITOR-TORCEDOR

14/07/2014 09:26

   Adaptação do artigo de Cláudio Coletti

   Fonte: https://www.notibras.com/site/vai-se-a-copa-e-ficam-as-urnas-para-o-eleitor-torcedor/

   Pronto ! Acabou a Copa do Mundo 2014 aqui no Brasil, dentro de muitos poucos dias tudo será apenas uma lembrança para se comentar e as preocupações do dia-a-dia ocupará todos os espaços da mente do brasileiro... como sempre.

   A partir de hoje entrará no dia-a-dia dos eleitores as opções de candidatos nas eleições de outubro, e a política será apenas mais um ingrediente onde a maioria prestará pouca ou nenhuma importância até o dia da eleição para manter ou mudar o que se vê hoje governando o país e estados. Os 141 milhões e 824 mil eleitores brasileiros terão as seguintes opções de candidatos presidenciais para votarem em 5 de outubro: Dilma Rousseff- Michel Temer (PT, PMDB, PP, PSD, PDT, PROS, PCdoB, PR e PRB); Aécio Neves- Aloysio Nunes Ferreira (PSDB, DEM, PTB, PIN, PTN, PMN, PTC e Solidariedade); Eduardo Campos- Marina Silva (PSB, PPS, PPL, PSL, PRP e PHS); Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Mauro Iasi (PCB), Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PTS)  Rui Costa Pimenta (PCO), e Luciana Genro (PSOL). São, portanto, onze candidatos ao Palácio do Planalto.

   Vários partidos que nacionalmente declararam apoio à Dilma Rousseff sofrerão dissidência em vários estados. No PMDB, o maior partido do Brasil, por exemplo, os Diretórios Regionais da Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará e Piauí colocarão seus palanques à disposição do tucano Aécio Neves, escanteando, assim, a candidata oficial do seu partido Dilma. Já os peemedebistas de Pernambuco e Rio Grande do Sul estarão ao lado de Eduardo Campos. E essas divergências ocorrem pelo fato de nesses estados o PMDB e PT terem candidatos próprios aos governos estaduais. E essas disputas acontecem num clima de guerra total.

   O prazo para o registro dos candidatos junto à Justiça Eleitoral terminou em 5 de julho. A partir de então estão liberados para saírem às ruas em busca de votos. A propaganda eleitoral na televisão e no rádio começará somente em 19 de agosto.

   Se necessário, as eleições do segundo turno para presidente da Republica e governador de Estados foram marcadas para dia 26 de outubro, último domingo desse mês.

   Pelas regras eleitorais em vigor, a decisão a nível nacional de um partido de apoio a determinado candidato à Presidente dará a ele o tempo de propaganda eleitoral disponibilizado à essa legenda. Nas eleições para os governos estaduais, os dissidentes destinarão o seu tempo de propaganda aos candidatos que vierem apoiar.
   A propaganda na tevê e no rádio é dividida em dois blocos diários de 25 minutos- um começa as 12 horas e o outro as 20 horas. Três vezes por semana serão destinados aos candidatos presidenciais e os outros dias serão usados pelos candidatos aos governos estaduais, ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.

   Um terço do tempo  total disponibilizado para a campanha gratuita será partilhado igualmente entre todos os partidos participantes das eleições. Portanto, são 8 minutos e 20 segundos de cada bloco de 25 minutos. O restante é dividido de acordo com a representatividade na Câmara dos Deputados. A presidente Dilma, com nove partidos coligados, terá 9 minutos e 40 segundos na propaganda eleitoral. O tucano Aécio Neves (PSDB e mais sete legendas) terá 3 minutos e 10 segundos; Eduardo Campos terá ao seu dispor 1 minuto e 46 segundos. Os candidatos de partidos nanicos foram assim contemplados: Pastor Everaldo (PC), 1 minuto e 10 segundos, Luciana Genro (PSOL), 51 segundos, Eduardo Jorge (PV), um minuto e vinte segundos e os outros candidatos nanicos somam 2 minutos e 52 segundos.

  Segundo as pesquisas eleitorais, 95% dos votos validos, descontados os votos nulos e brancos, serão distribuídos entre os três principais candidatos- Dilma, Aécio e Campos, ficando os 5% restantes para os candidatos considerados  nanicos.

   A presidente Dilma conseguiu mais de um terço do tempo da campanha eleitoral graças a uma grande pressão que exerceu junto aos partidos da base aliada, com troca de ministros, nomeações para cargos públicos e liberação de mordomias para parlamentares governistas. O que se viu foi uma corrida frenética e ensandecida por celebração de alianças políticas com vista o espaço nas TV e rádio.

   A propaganda eleitoral na televisão e no rádio só será gratuita para os candidatos e os partidos. Ela será paga indiretamente pelos contribuintes, já que as emissoras descontarão o valor dessa propaganda nas suas declarações do Imposto de Renda, reduzindo, assim, os recursos para aplicação na saúde, educação, segurança publica, etc…

   Portanto, terminou a Copa e...

 

 

 

 

 

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