373 - MARINA SILVA AVASSALADORA ?

26/08/2014 11:54

 Baseado no texto de José Roberto de Toledo

 Fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-swell-marina-imp-,1549044

    Hoje, às 18h, todos vão ficar sabendo o que a turma privilegiada já vislumbrou: a candidatura de Marina Silva (PSB) está surfando uma onda de opinião pública de proporções havaianas. E vai ser quanto o Estadao.com divulgar a pesquisa Ibope que está em campo. O que ninguém sabe é quão grande e longe a onda vai chegar.

   Por força da legislação eleitoral, o eleitor indiferenciado só tem acesso às pesquisas registradas pelos institutos. A divulgação dos números de pesquisas não registradas e das sondagens telefônicas diárias é punível com multa alta pela Justiça eleitoral - para jornal, jornalista e instituto.

   A lei provocou um oligopólio informativo dos mais excludentes. Uma quantidade anormal de pesquisas foi encomendada mas não divulgada desde a morte de Eduardo Campos e a assunção de Marina. Só candidatos, partidos e operadores do mercado financeiro já conhecem os resultados - e estão assombrados.

   As mudanças são diárias e na mesma direção. Indicam uma tendência que vai além do impacto emocional provocado pela morte de Campos e de seus auxiliares. A tragédia foi o despertador do público para a eleição, mas não só. Também catalisou um sentimento difuso de insatisfação com a política, com a polarização PT x PSDB. Ambos correm risco de afogamento, mas os tucanos foram pegos primeiro, em local mais fundo.

   A questão Marina candidata tem origem na mesma tempestade que causou as turbulências de junho de 2013. Uma sensação coletiva de que é preciso mudar, mas não se sabe bem como nem o que. Ao se reconhecer no outro, a inquietude individual se espalha e se multiplica em muitas direções, com efeito potencialmente devastador quando chega à praia. A praia pode ser a urna.

   Pelo histórico, Marina é também o pior inimigo de Marina. Saiu do governo Lula ao não conseguir fazer o que queria. Saiu do PT quando não viu o futuro que almejava para si. Saiu do PV ao não alcançar o controle que pretendia. Não conseguiu criar a Rede quando 32 outros conseguiram. Mal entrou no PSB, já provocou saídas. Não é exatamente uma agregadora.

   Mas é em momentos de insatisfação coletiva que personalidades podem romper um status e encontrar a sua chance. A onda é de Marina, e os adversários não a enfrentarão de peito aberto. Subirão onde der e, olimpicamente, torcerão para que faça espuma logo.

   Dilma Rousseff (PT) tem mais chance de escapar à correnteza do que Aécio Neves (PSDB), mas não está a salvo. Ela se equilibra no saldo de popularidade que, segundo o Ibope, mantém em ao menos 15 estados.

   O lugar mais difícil para a presidente se manter é o Sudeste. A popularidade de Dilma está naufragando nos maiores colégios eleitorais: tem saldo negativo em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

   Vamos ver hoje o resultado da pesquisa que, segundo dizem, deve ser avassaladora a favor de Marina Silva. 

 

 

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