395 - 2º TURNO: MARINA CAI NAS PESQUISAS, MAS TEM CHANCE MAIOR PARA 2º TURNO

02/10/2014 12:08

   Bom, ainda considerando as altas probabilidades das pesquisas oficiais, o jornal O Estado de São Paulo publicou hoje, sob a ótica de José Roberto de Toledo e Daniel Bramati, uma análise estatística elaborada pelo Ibope em parceria com o ‘Estadão Dados’, que simula combinações possíveis de votação dos opositores:

   Em duas semanas, a vantagem relativa de Marina Silva (PSB) sobre Aécio Neves (PSDB) para passar ao 2.º turno presidencial caiu pela metade. Em 15 de setembro, ela tinha 3,8 vezes mais chances do que o tucano. Na terça-feira, a diferença era menor: 2 para 1. Sua vantagem caiu 46%, mas a chance de Marina ainda é o dobro da de Aécio. É o que mostra um modelo estatístico desenvolvido pelo Ibope e pelo Estadão Dados, com base no potencial de voto. “Se as curvas de intenção de voto dos dois candidatos (Marina e Aécio) continuarem com as tendências recentes, há uma probabilidade de elas se cruzarem em algum ponto no futuro próximo”, diz a CEO do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari. Mas não é possível prever se isso acontecerá antes da eleição.

   Neste mesmo contexto, Dora Kramer comenta em sua coluna no mesmo jornal, sob o titulo “Momento de Indecisão”, que não chega a ser a "onda da razão" esperada pelo senador Aécio Neves, mas uma marola razoável o suficiente para levar o candidato do PSDB de volta à perspectiva de disputa por uma vaga no segundo turno, considerando-se a hipótese mais provável de que a eleição não se decida neste domingo.

   Como a presidente Dilma Rousseff continua inabalável em seu patamar de 40% de intenções de votos, quem andou foi o eleitor de oposição que havia caminhado rumo à candidatura de Marina Silva e há duas semanas vem dando de maneira vagarosa passos na direção oposta.

   A tendência é nítida, a única dúvida é se haverá tempo para a ultrapassagem. Situação considerada praticamente impossível pelos analistas de pesquisas em meados do mês de setembro, quando o crescimento inicial de Marina se estabilizou, mas ela parecia resistir bem à despudoradamente desleal pancadaria petista.

   Não resistiu. Tampouco caiu apenas por força da credulidade popular nas falsificações do marketing da campanha de Dilma ou pelo repentino convencimento do eleitorado nos méritos do candidato Aécio. Submetida ao confronto duro do embate eleitoral na condição de favorita, Marina foi retirada à força do altar em que reinava como figura sagrada.

 

 

 

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