460 - QUANDO COMEÇAR A CAMPANHA? A HORA É AGORA

20/05/2015 10:24

   Uma das maiores dúvidas de todo o candidato é sobre o momento certo de iniciar a campanha eleitoral. Como no período anterior da campanha não há um contexto - notícias, especulações, debates, etc - que empurre o candidato a começar a trabalhar, fica sempre a dúvida do "momento certo". E essa situação leva ao adiamento constante, o que, em alguns casos, pode ser fatal.

   A questão é o “Agora!”, e a campanha se concentra exatamente neste ponto. De forma objetiva e decidida, deve-se planejar e colocar em ação o projeto pessoal e dar início à própria campanha. Sem uma boa pré-campanha não existirá uma campanha vencedora. Não perca se perca no aguardar a hora certa, pode ser tarde demais e hora é Agora! Nem Antes nem Depois, Agora!

   Quanto a isso, vamos abordar aqui esta questão aproveitando o ponto de vista do cientista político Francisco Ferraz:

   Para quem está decidido a disputar as eleições 2016 e concorrer a um cargo, este é um momento adequado. Faltando pouco mais de um ano para o começo da campanha para as eleições municipais, há tempo suficiente para começar a organizar a sua campanha.

   Durante este 2015, os partidos estão em busca de candidatos para formar uma plataforma expressiva de candidatos a vereador ,com a qual possam acumular votos na sua legenda.

   É óbvio que, em se tratando de uma eleição municipal, os cargos em disputa são para prefeito, vice-prefeito e vereador. Para quem pretende disputar as eleições no cargo para o qual haverá mais espaços abertos nos partidos, o cargo é o de vereador.
Vereador é o começo da carreira para a grande maioria dos políticos.

   Há pessoas que, por sua popularidade, podem propor-se outros cargos de maiores, tanto no legislativo como no executivo. Em geral são indivíduos estão ligados a órgãos públicos, associações ou sindicatos, outros são de áreas diversas, mas todos ligados ao governo municipal e/ou políticos de uma forma ou de outra.

    Exceto os poucos que já possuem uma popularidade estabelecida, ou contam com o apoio de associações e corporações para sua campanha, a imensa maioria dos políticos em potencial começam pelo cargo de vereador.

   Vereador municipal é o cargo que, realísticamente, está mais ao alcance do candidato em sua primeira tentativa eleitoral.

  Normalmente é a campanha mais barata, podendo em muitos casos ser financiada basicamente com recursos próprios em uma eleição que permite uma pessoa relativamente desconhecida tornar-se conhecida em pouco tempo; envolve uma estratégia menos complexa e mais familiar ao candidato além de existir menos competição pela indicação; permite ao político formar a sua “base inicial de apoio” tanto no que se refere aos auxiliares, quanto no que diz respeito à reserva inicial de votos, com a qual tenderá a contar, a partir de então.

   Nesta fase, ainda distante da eleição, mas já suficientemente próxima para justificar a movimentação política, os partidos, na sua maioria, estão abertos para receber novos filiados que pretendem concorrer

   Nem todos os partidos são igualmente abertos e dispostos a franquear a legenda aos que recém se filiaram. Certos partidos, organizados de forma mais permanente, exigem algum passado de militância antes de indicar o candidato potencial.

   Outros, entretanto, organizados de forma predominante em torno daquelas lideranças que se elegeram e que se mobilizam como partidos somente no período eleitoral, são bem menos exigentes para oferecer a legenda.

   Estes últimos irão enfrentar o problema da busca de candidatos com bom potencial de votos para integrar a sua nominata. Os que pensam disputar a eleição, e possui um bom potencial de votos, haverá um número razoável de partidos que estarão interessados em filiá-lo e integrá-lo na sua nominata.

   Como a lei eleitoral prevê que o candidato deve estar filiado ao partido há pelo menos um ano antes da eleição, o tempo de escolher o partido e filiar-se vai se esgotar logo no inicio de outubro de 2015.

   Há outros aspectos que se deve levar em consideração nesta decisão. Partidos pequenos, como regra, são mais fáceis de entrar e de concorrer do que partidos grandes. Esta vantagem, entretanto, tem o seu preço.
   Partidos pequenos são pouco conhecidos e tendem a ser visto por muitos eleitores como partidos sem muitas perspectivas de sucesso. São partidos que pouco podem lhe dar, em termos eleitorais, além da legenda. Normalmente consegue se eleger aquele candidato que já possui um eleitorado potencial expressivo, que vai votar nele e não no partido.

   Partidos grandes são bem mais conhecidos e bem mais organizados. Poderão dar-lhe algum apoio eleitoral além da legenda e do fato de serem conhecidos dos eleitores e gozarem de reputação de força eleitoral. Mas também têm o seu preço.

   Desde logo o fato de que vários candidatos vão disputar a reeleição, já possuindo bases políticas próprias e tendo exercido um mandato, além destes haverá outros que, na eleição passada não se elegeram por pouco e que, portanto, também já possuem suas bases próprias e ainda - se o partido estava no poder executivo – candidatos que dirigiram secretarias municipais e outros cargos executivos, além de que tiveram três anos para preparar sua campanha.

   O fundamental, portanto, é contar consigo mesmo. Com seu prestígio, suas relações, sua equipe, muito trabalho, e um adequado posicionamento (foco,imagem e propostas) de sua candidatura.

   Finalmente, a preparação antecipada para a campanha poderá fazer a diferença decisiva. 

 

 

 

 

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