531 - V.PTA.: PREFEITO, DENUNCIAS E REELEIÇÃO

16/11/2015 08:36

  As notícias de denúncias e processos do Ministério Público tem feito a opinião pública aqui de Várzea Paulista ficar quase que “perplexa”, não com os fatos em si, mas muito mais pelas “explicações” simplistas, ou falta delas, da equipe executiva e do próprio prefeito e vereadores, principalmente quanto aos índices de popularidade e confiabilidade do executivo que, segundo as pesquisas, ainda mostra o prefeito na dianteira das intenções de votos para 2016. Mas, entretanto, não tem como esconder o que os eleitores estão vendo acontecer na administração pública e na câmara municipal.

  O prefeito, quando algum fato tem repercussão negativa na opinião pública, se ocupa com sua equipe executiva a criar um espaço de prudente distância entre ele e a má notícia. Ou velha, tanto faz. Algum ato de governo pegou mal?

  O eleitor não gostou de constatar que o prefeito tem “tropeçado”, lembrando que na campanha eleitoral criticou e demonizou o governo anterior do PT e hoje parece estar fazendo as mesmas coisas que condenou durante a campanha eleitoral 2012. Quanto às críticas que recebe, mais que depressa o governo informa que essas “notícias” fazem parte da administração pública de qualquer cidade, ainda mais tentando se justificar com a atual crise econômica. Um exemplo de governo municipal que entende a gravidade da crise atual é o de Vinhedo, cujo prefeito reduziu seu próprio salário e o dos secretários, entre muitos outros exemplos de governo municipal por aí afora.

  Ora, por quem sois sr. prefeito? Os jornais tem tido muita coisa para denunciar, praticamente toda semana, uma realidade que os fatos estavam contando por si todos os dias. Ou alguém no governo poderia esperar algo de diferente quando o prefeito e equipe simplesmente faz-de-conta que está tudo bem, e que os “tropeços” serão superados” com seus melhores argumentos de falta de dinheiro e operações tapa-buraco, recapeamentos de algumas ruas, etc? Como conquistar a reeleição mantendo o tanto de comissionados na folha de pagamento do município, muitos deles contratados e mantidos só para conquistar votos em 2016?

  Ou, como seria se o eleitorado optasse por escolher um de seus concorrentes para o suceder em 2016? Qualquer um seria o culpado por graves agruras que deverá deixar ao final do mandato? Se reeleger seria o caminho das soluções?  Consegue ainda explicar e convencer o eleitor que ele é a melhor opção em 2016? Se tentar explicar, pode ficar limitado a monólogos fantasiosos seguindo o mesmo discurso da agenda ilusória usada na campanha eleitoral 2012.

  Acreditar que o prefeito e seu grupo fechado de assistentes foram realmente pegos de surpresa com o efeito dessa conjunção de noticias publicadas nos jornais, é de se concluir pela gravidade da situação de inconsistência total do núcleo governante.

  Não há na tão “competente” equipe de secretários e assessores um acompanhamento permanente e efetivo das tendências e sentimentos da opinião pública? A julgar pela reação improvisada e repetitiva da montagem de uma "agenda de ações positivas", como se a reação negativa das denuncias não fosse fruto do choque de ações do governo com a agenda ilusória da campanha, há um apagão de sensatez no governo. Ou um surto de ingênua credulidade no poder eterno do ilusionismo. E ausência de noção de limite.

  Da evidente contradição entre o discurso de campanha 2012 e as ações depois que assumiu, ainda vai ser o pesadelo na campanha eleitoral 2016 a ser usado por seus adversários, tal qual usou contra o candidato do governo anterior. Portanto, talvez não seja um exagero concluir que, se não tivessem sido tantas e tão flagrantes as “promessas fantasiosas” na campanha de 2012, como a da maternidade por exemplo, se não tivesse procurado acusar e demonizar os opositores, principalmente o PT, possivelmente hoje a imagem do prefeito não seria atingida da mesma forma, mesmo sendo apontado com chances de reeleição em pesquisas recentes.

   Bom, um decreto assinado pelo prefeito em julho 2015 tenta evitar um colapso financeiro no governo que poderia definitivamente acabar com as suas chances de reeleição, e que pode ser visto no link do site da prefeitura abaixo:

  - DECRETO Nº 5.013, DE 30 DE JULHO DE 2.015

 

 

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