559 - V.PTA.: A QUESTÃO DOS LOTEAMENTOS DO MURSA - Parte 3

07/03/2016 08:03

  “Mursa verde que te quero sempre verde”, dizem os ambientalistas, os amantes da natureza e a grande parte da opinião pública e população aqui de Várzea Paulista. Mas do atual prefeito que “tanto” lutou em 2012 para se eleger dizendo que ia proteger a região do Mursa, estão comentando que está traindo seus próprios princípios, os do partido verde e a confiança dos eleitores que votaram nele.

  A avaliação que hoje o eleitorado faz do atual prefeito, que já estava muito mal na opinião pública, é que agora parece ter enterrado suas chances de reeleição. Oras, o prefeito revalidou 2 vezes a Autorização Prévia que estava vencida em seu mandato atual, 2013 e 2015, quando tinha o poder de NÃO REVALIDAR e impedir os loteamentos. Mas que revalidou sob "pressão", segundo  uns e outros.

  Línguas afiadíssimas e soltas dizem nos bastidores que quem “pressiona” para o prefeito liberar os loteamentos são 3 vereadores e 1 político da cidade, que seria o verdadeiro dono de 2 dos 4 projetos dos loteamentos em andamento, ou seja: loteamentos Jacarandá I e Jacarandá II.

  E claro, eleitores contrariados, injuriados e revoltados com o comportamento do prefeito já estão providenciando outras medidas para impedir que os loteamentos aconteçam e voltem a ser área de preservação ambiental com o cancelamento do PLC 221/2011.

  Já se sabe que duas medidas estão sendo tomadas e em andamento:

  - uma é Ação Judicial contra a legalidade da PLC 221/2011,

  - e a outra um Abaixo Assinado pedindo o cancelamento dos loteamentos no Mursa, para registrar mais de 5.000 assinaturas em petição devidamente elaborada dentro da Lei.

  Bom, certamente o prefeito muito em breve certamente irá sentir no seu gabinete a crise desta questão, incluindo a pressão da população e do eleitorado, com consequente aumento da rejeição, em duas frentes: uma popular e outra judicial, além do Inquérito Civil 14.0469.0000042/2015-1 movido pelo Ministério Público cujo processo está nas mãos do Gaema, Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente em Campinas, e que parece que o governo está "em duvida" se libera ou não.

  Mas, a população sabe o valor da “briga” para que os loteamentos sejam liberados? Admitindo os 4 projetos imobiliários em andamento, com 1431 lotes de 300m2, em uma área de 1.118.375,14 m2, sejam aprovados pelo prefeito, o que está em jogo é, por exemplo:

  - 1.431 lotes em 4 loteamentos,

  - valor médio de venda estimado em R$ 200.000,00 cada um,

  - Total das vendas dos lotes: R$ 286.200.000,00,

    Vejamos algumas questões do lado do governo municipal:

     - Quanto a prefeitura ganharia com as vendas ? E com IPTU?

    - Quanto a prefeitura gastaria na implantação dos loteamentos, com creches, UBS, Escola Pública, Segurança, Fiscalização, Coleta de Lixo, Infraestrutura, etc, por tempo indeterminado ?

    - Se o IPTU de cada lote for cerca de R$ 900,00 por ano, então a prefeitura poderá arrecadar posteriormente mais R$ 1.287.990,00 anualmente, certamente para pagar mais pessoal, equipamentos e material com despesas de saúde, segurança, infraestrutura, educação, etc., onde a pergunta é: será suficiente? Isso já foi tentado em 1997 com a transformação de toda área rural da cidade em área urbana, e na qual o atual prefeito votou a favor como vereador. Não deu certo.

  Resumindo:

 É importante mesmo para a população que esses loteamentos no Mursa sejam liberados? E mais, se for levado em conta TODAS AS CARÊNCIAS DA POPULAÇÃO neste governo atual, valeria mesmo a pena ?

  Então sr. prefeito? Os eleitores e a população também ganham com os loteamentos no Mursa... ou NÃO?

 

 

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