577 - INCOMPETÊNCIA E DESONESTIDADE DO POLITICO NO GOVERNO

03/05/2016 08:24

   Adaptação do artigo de Ricardo Callado   

   Fonte: https://www.blogdocallado.com/2015/11/20/opiniao-a-incompetencia-ja-destruiu-mais-politicos-que-a-desonestidade/

  Incompetência e desonestidade não caem bem em qualquer governante. Quando pelo menos uma das duas características chega ao poder, pode-se esperar o pior. O prejuízo a sociedade é enorme. Mas são nos municípios, com muitos valores distorcidos, que coisas absurdas acontecem.

  A incompetência, acredite, já destruiu mais políticos que a desonestidade. O incompetente quase nunca tem uma segunda chance na política. Suas carreiras são destruídas facilmente. E quando se mistura com a desonestidade, é caixão e vela preta. Eleitoralmente liquidado. E não deve ser diferente. Temos exemplos recentes na política de Brasília.

  O absurdo é o segundo caso. Muitos políticos desonestos ganham uma segunda chance. Às vezes uma terceira, quarta. São perdoados facilmente por parte do eleitor, que forma uma maioria. O povo é mais complacente com quem rouba, do que com quem não faz. Um festival de fichas sujas arrotando moralidade. E saqueando os cofres públicos. Temos exemplos recentes na política brasiliense.

  O desonesto deve ser banido da política assim como o incompetente. Deve-se mudar a cultura de perdoar os deslizes dos governantes e de parlamentares que se lambuzam com o dinheiro público. Mas, ao contrário, alguns viram heróis.

 Não é fácil banir um político envolvido em corrupção. Alguns se perpetuam no poder. O caso do ex-presidente Fernando Collor, por exemplo. Recebeu o impeachment e no retorno a política Alagoas já lhe deu um segundo mandato de senador. Resultado: está envolvido novamente em escândalo. Assim acontece como outros nomes como Renan Calheiros e Eduardo Cunha. 

  Em Várzea Paulista, assim como outras unidades da Federação, não é diferente. Podemos conseguir nos livrar dos incompetentes, mas os desonestos podem continuar com um bom potencial eleitoral. Não é à toa que a política tem sido discutida na justiça.

  O que a história ensina é que os governos e as pessoas nunca aprendem com a história. E não há nada pior que um sem noção com iniciativa. Precisamos virar essa página e começar uma nova política.

  Não é nada fácil governar uma cidade. Mas também não é muito difícil. Estamos num momento em que todos se olham e se perguntam: qual é o rumo? O político precisa definir o rumo que quer dar. E falar isso diretamente para a sociedade. Política é olho no olho.

  Pode ser dado alguns conselhos ao governante. Um deles é que se livre das amarras. Que seja mais independente e confie no instinto. Não terceirize o poder. Nem o ato de governar para radicais da discórdia. Que trabalhe e acredite muito na sorte. Quanto mais trabalhar mais a sorte vai lhe sorrir. E veja as coisas pelo lado bom. A comunicação, da forma certa, ajuda muito.

  Existe duas crises no governo. A financeira e a política. Para sair da primeira o governo deve fazer a sua parte, criando mecanismos de arrecadação e de contenção de gastos. Para sair da segunda, só tem um jeito: se a crise é política, faça política. A boa política. Mas o governo tem amarras que impedem um avanço nesse campo.

  Portanto, a hora certa de consertar o telhado é quando faz sol. Quanto a isso, uns e outros nos bastidores e na opinião pública sugerem nos comentários que o político governante se distancie da incompetência e da desonestidade, pois será o único responsabilizado por tudo o que a equipe de governo faz ou não faz sem seu conhecimento, se é que realmente não sabe de tudo.

 

 

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