587 - V.PTA.: REAJUSTE SALARIAL, OUTRA QUEDA DE BRAÇO ENTRE GOVERNO E FUNCIONALISMO

20/05/2016 10:03

  Revendo a história do atual governo municipal, que em 2014 concedeu o reajuste salarial aos servidores públicos do jeito que queriam alegando falta de dinheiro, agora em 2016 estão usando o estratagema de um novo argumento, ou seja a lei eleitoral 9507/97. Se em 2014 era para garantir cargo para quem apoiou a eleição do atual prefeito e vereadores, desta vez é para não ter que demitir nenhum comissionado com o governo tentando conceder só 3,54%. O que chama a atenção do que se escuta dos servidores, é só DEPOIS das eleições que o governo “promete” estudar conceder mais 6,29% para completar os 9,83% da inflação. 

  Ontem, 19/05 às 10h, governo e representantes se reuniram para uma nova rodada de “negociações”, com o governo mantendo o mesmo argumento de que não pode conceder 9,83% alegando a lei eleitoral não permite, e que “depende” de parecer do TSE para apresentar proposta. Portanto, não houve proposta nenhuma do governo nesta rodada, e o sindicato entrou com consulta ao MP, conforme o documento abaixo:

  - Consulta do SindVarzea ao MP sobre a questão salarial

  A seguir, por volta das 14h, o governo se reuniu com alguns servidores escolhidos nas secretarias para representar os demais, aos quais propôs mudar a data base do dissídio para janeiro, e também que eles “construam” uma proposta salarial para apresentar ao governo municipal, independente do sindicato dos servidores. Mas isso não é permitido no Artigo 8 da Constituição Federal que diz no Inciso III: “Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas”. Claro, essa tentativa deixou muito claro aos representantes dos servidores, que foram nesta reunião após denúncia, que o governo quer ficar com o “queijo e a faca na mão” para cortar do jeito que quiserem, como fizeram em 2014, e sem a participação do sindicato. Não se sabe se o sindicato vai fazer Representação Judicial quanto a isso.

  Bom, na Assembleia no fim do dia, o presidente do sindicato informou aos servidores presentes das manobras do governo que, segundo os servidores, está de novo na contra-mão nas negociações revoltando os funcionários públicos efetivos contra o governo municipal. São cerca de 2.000 servidores, e atinge a família destes com pessoas que votam. Após o uso da palavra pelos presentes, foi colocado em votação quais serão os próximos passos da categoria aos cerca de 100 servidores presentes:

1) Suspensão das negociações até segunda-feira, 23/05:

    APROVADO, com 4 votos contra e 1 abstenção.

2) Manifestação na próxima terça-feira, 24/05, com concentração na Portaria da prefeitura a partir das 16h, e saída até o Habibs e retorno.

     APROVADO, com nenhum contra e 4 abstenções.

  É, parece mesmo que agora a queda de braço entrou em fase pré-greve... E quem perde essa queda de braço? Os servidores ou a reeleição do prefeito ?

 

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