604 - V.PTA.: PESQUISAS, REJEIÇÃO E GOVERNO

20/06/2016 08:18

  Reeditamos e atualizamos o Opinião 436, de 11/02/2015, que confirma o que já havia sido previsto há mais de 1,5 anos atrás, ou seja: a confirmação de que a popularidade do atual prefeito é extremamente baixa, com índice de rejeição bem acima de 60% e aceitação do seu governo caindo de 48% desde inicio do mandato em 2013 para cerca de 20% em maio 2016, ou seja -28% para alegria dos concorrentes interessados em ocupar o cargo do atual prefeito a partir de 03/10. Os bastidores já entendem que a confiabilidade do governo municipal tem repercussão negativa na opinião pública. E agora ?

   Se estes baixissimos índices demonstram a distância entre o prefeito e os eleitores que o colocaram no poder, considerando que a população pensa e vê o que se passa no governo municipal, principalmente no que não faz e/ou diz que faz, então tem mesmo coisa errada neste “reino” muito, muito distante dos eleitores.

   Algum ato de governo pegou mal? O governo não conseguiu fazer acontecer algo de prático para a população, como exemplo resolver a falta de medicamentos nas farmácias das UBS, lembrando que o atual prefeito garantiu que “ia acabar com a falta de medicamento em seu governo”, mas que se agravou nestes 3, 5 anos de mandato e ficando muito que no governo anterior...

   Na avaliação dos bastidores do governo e da opinião pública, os eleitores não estão gostando de constatar que prefeito NÃO ESTÁ CUMPRINDO as promessas da campanha eleitoral. Não mesmo... nem mesmo inaugurando a UPA...

   Ora, as pesquisas reservadas e enquetes indicam nos números uma realidade idêntica ao que se vê todos os dias, ou seja: um governo municipal com alta rejeição. Ou alguém no governo acredita ainda em algo diferente? Ou, por outro lado, como seria hoje se o eleitorado tivesse eleito um de seus adversários em 2012? Seria o inverso do que se tem hoje? Qualquer um outro eleito teria o descontentamento de hoje? Ele, o atual prefeito, era para ser a mudança, o caminho desejado e escolhido das soluções prometidas na campanha. Mas...

   A sensação de um governo faz-de-conta contraria até o discurso do dia da posse, e o "diálogo" também prometido ter com o povo nunca aconteceu, e todos sabem que não atendeu nenhuma reinvidicação sequer dos reivindicantes de moradia e nem dos servidores públicos, optando por enviar representantes que não decidiam só para manter o insistente argumento, repetido por todos da equipe executiva: “não tem dinheiro”, e ficando distante do povo. Mas agora em 2016, depois de 3,5 anos no mandato, é que o prefeito resolveu se "aproximar" dos eleitores com as "Rodas de Conversa", mas só agora em ano eleitoral.

   Se o eleitor acreditar que o prefeito e seu grupo fechado de conselheiros e assessores foram realmente pegos de surpresa com o efeito da conjunção de incompetências no grupo executivo, nem todas conhecidas mas a maioria de conhecimento público, é para se concluir pela gravidade da situação de distanciamento do núcleo governante para com a população. E isso inclui também os vereadores eleitos, que nada fizeram de prático pela cidade, a não ser por eles mesmos ganhando R$ 10 mil reais por mes pagos pelos contribuintes...

   Ora, não há “ninguém” no departamento de comunicação governamental que saiba o que fazer a partir da avaliação do sentimento público em baixa? Preferem fantasiar que está tudo sob controle? Que estão conseguindo enganar os eleitores?

   Ao avaliar a reação improvisada e repetitiva do anúncio de obras “em andamento" e da "honestidade" do governo, pode-se observar que isso é visto como se a agenda negativa não fosse provocado pelo choque de inépcia nas ações do governo com a agenda ilusória de promessas de campanha. Nesse caso pode-se entender que há um apagão de sensatez no governo municipal, ou um surto de ingênua credulidade no poder eterno do ilusionismo, e ainda a ausência de noção de limite. Publicar fotos de limpeza de bueiros, limpar terrenos, tapar alguns buracos, etc. não enganam ninguém, segundo se ouve dos eleitores.

   Para conquistar e estar no poder, o marqueteiro eleitoral extrapolou, exagerou, fez tudo o que era permitido e não permitido, usando até de mentira política como arma de convencimento, e ganhou a eleição em 2012. Entregou a mercadoria, e o eleitor está vendo quem colocou no poder: todos eles, prefeito e vereadores. E mais, a opinão pública sabe que a equipe executiva foi indicada pelo atual prefeito para cumprir acordos de campanha, e que é o povo quem paga a conta toda... Foi para isso que o prefeito e vereadores foram eleitos, e devem ser releeitos?

 

 

 

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