625 - O CANDIDATO FALA, MAS É OUVIDO PELO ELEITOR?

22/07/2016 09:04

   Baseado no artigo de Francisco Ferraz

   Fonte: www.politicaparapoliticos.com.br

  Campanha eleitoral resume-se, no essencial, a falar, falar e falar. Não faltam oportunidades ao candidato para falar, sejam em conversas, reuniões, palestras, discursos, entrevistas.

  Não se pense, entretanto que, para que haja comunicação basta falar para outros que aparentam estar ouvindo. Na vida moderna, todas as formas de comunicação foram transformadas por novas exigências.

  Tanto a comunicação comercial, informativa, didática, religiosa e até a afetiva e romântica tiveram que se adaptar às exigências gerais de:

            · Relevância: falar o que interessa ao eleitor  

· Timing – de forma concisa e abreviada

· Clareza e objetividade – ir direto ao ponto, evitar falar demoradamente    

  De tão acostumado a falar o político por vezes esquece os segredos da comunicação eficiente:

1.  O verdadeiro problema, não é falar, é ser ouvido.

2.  Para ser ouvido é necessário falar o que os ouvintes estão interessados em ouvir.

3.  Para ser ouvido deve falar na linguagem que os ouvintes entendem.

4.  Para ser ouvido é necessário falar dentro dos limites de tempo com os quais os ouvintes estão acostumados.

5.  Por fim é preciso conseguir que as pessoas guardem a lembrança do que você falou.

  Cada um desses cinco requisitos precisa ser respeitado e competentemente praticado para que haja comunicação!

  A linguagem moderna, sobretudo depois do advento da TV e da internet, exige que a comunicação política seja clara, objetiva e concisa.

  Perdeu-se na era moderna a paciência para longos discursos, para a oratória rebuscada, para o discurso erudito.

  A objetividade que se busca não é também a objetividade do tecnocrata que usada na comunicação política, revela-se enfadonha, inacessível, e demasiado carregada de dados e números.

  O que os políticos devem buscar é a linguagem que aquele público a quem se dirige fala, e que está em sintonia com as aspirações deles.

  É, em resumo, exercitar a comunicação política no correto sentido do termo, ou seja, falar aquilo que as pessoas estão interessadas em saber, na forma em que estão acostumadas a falar; e não apenas aquilo que o político está interessado em dizer, na forma em que está acostumado a falar.

  O falar político envolve sempre a questão do necessário ajuste, entre as prioridades do político e as prioridades das pessoas com quem fala. Este ajuste sempre se recoloca como um desafio a cada novo público com quem o político se reúne, a cada novo momento da campanha eleitoral, a cada novo problema ou questão a que vai se referir.

  Compreender as mudanças do eleitor e conseguir captar as suas prioridades tornam-se, dessa forma, tarefas essenciais para uma boa comunicação do político com o eleitor numa linguagem clara e acessível a todos.

  Mas todas essas advertências e conselhos se destinam a assegurar apenas que quem fala seja ouvido. Conseguindo ser ouvido, abre-se então o caminho para que seus argumentos possam exercer o poder de persuasão e de conquista de apoio.

  Ser ouvido e possuir bons argumentos são, portanto, as duas condições básicas de uma comunicação política eficiente.

 
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