714 - V.PTA.: RETROSPECTIVA DO GOVERNO MUNICIPAL 2013/2016 - Parte 32

16/02/2017 08:08

    GOVERNO MUNICIPAL - XII

    GOVERNO DA RECONSTRUÇÃO: 2016 - VIII

     ... continuação...

   Novembro começou não muito bem para o governo municipal... circulou na cidade a noticia de que a agência bancária dentro da prefeitura foi assaltada, em plena segunda-feira, 31/10, na parte da manhã, enquanto o TRE cassava o prefeito eleito de Itupeva por contas rejeitadas na quinta-feira do dia 03/11, e que também cassando a prefeita de Cajamar por abuso de poder para conseguir a reeleição, onde em ambos os casos está previsto uma nova eleição para prefeito. Bom, comentou-se na opinião pública que o governo aqui da cidade aparentemente estava saindo da fase de perigo eminente para se aproximar da deprimente sensação de ser "o próximo". As perspectivas não estavam parecendo ser favoráveis para o prefeito e vice eleitos aqui em Várzea Paulista, o temor aumentava a tensão na equipe executiva municipal e em quem dependia do governo.

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  Também no inicio de novembro, o governo municipal parece ter tomado outro “susto”... e de novo o PV emitiu e publicou dia 10/11 mais um Comunicado nas redes sociais para informar que estava sendo disseminado uma equivocada e má interpretação dos dizeres do documento no site do TRE/SP sobre o Edital de IMPUGNAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. Bom, embora o comunicado esteja se referindo ao processo eleitoral 528.557, o Comunicado não informava que o Edital, um para cada candidato, estabelecia 3 dias para qualquer pessoa denunciar qualquer irregularidade nas contas eleitorais do candidato que disputou para prefeito. Ora, isso não mudava o fato de que, se houvesse denuncia e as contas fossem impugnadas, o prefeito eleito não seria diplomado e nem iria assumir o próximo mandato e, portanto, não era como se dizia no Comunicado do PV, pois tinha relação direta com as contas do atual prefeito reeleito e, segundo uns e outros, nem é errôneo e/ou irresponsável o que se comenta na opinião pública, onde cada um tem seu próprio entendimento do que se passa na política aqui de Várzea Paulista. Aparentemente foi outro mico do PV, que parecia estar revelando o “stress” que assolava a equipe executiva do governo municipal. No inicio de dezembro, 06/12, as contas foram aprovadas com ressalvas, e o processo arquivado.

  Ainda na 1ª quinzena de novembro, o processo aberto pelo Ministério Público que pedia a cassação do mandato do atual prefeito aqui de Várzea Paulista por crime eleitoral, de nº 413.790/2016foi considerado IMPROCEDENTE pela Justiça Eleitoral conforme sentença publicada no site do TRE/SP dia 11/11. Com essa decisão o atual prefeito reeleito pode ser diplomado e tomar posse no dia 01/01/2017. Claro, a “oposição”, e até mesmo gente dentro do governo, parece terem ficado decepcionados com a sentença, pois era dada como certa a cassação e com isso as tristezas e “alegrias” mal disfarçadas trocaram de lado. Como isso também é parte do jogo político, e aqui em Várzea Paulista o novo governo teria muito o que fazer.

Clique aqui para ver a sentença completa, publicada no site do TRE/SP

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  No inicio da 2ª quinzena de novembro, enquanto se aguardava o desfecho dos demais processos em tramitação na Justiça aqui de Várzea Paulista, promovidos pelo Ministério Público, começou uma compreensível “contrição estratégica” no governo para saber quem seriam os secretários na próxima gestão municipal a partir de 01/01/2017. Bom, quanto a isso o emocional de cada “candidato” a secretário vivenciava a incerteza do amanhã. E mais, a expectativa de mudanças no quadro da equipe executiva, ainda em fase de “estudos e avaliação” sobre quem deverá participar do próximo governo, deu origens a muitas especulações e aflições de uns e outros que não tinham como saber se continuariam no governo municipal, incluindo os comissionados. E mais, o TAC, Termo de Ajuste de Conduta, assinado pelo governo municipal com o Ministério Público, definia redução para o máximo de 152 comissionados a serem admitidos no governo para o próximo mandato.

  Próximo ao final de novembro, o Blog recebeu um critica via email que retratava o sentimento dos funcionários públicos do governo municipal, transcrita parcialmente aqui:

"Uma coisa que eles (o governo municipal) nunca irão falar é sobre as horas extras pagas aos amigos e aliados. Sim, pagas mas não trabalhadas bem entendido. Parece ter sido pra caixa de campanha. Tipo funcionário ter um salário liquido de 4.000,00 e receber mais 10.000,00 em extras por meses. Isto é comprovado no portal transferência da prefeitura de tempos atrás.
Realmente tem professores (entre outros funcionários) com a pulga atrás da orelha com o 13º salário, pois desconfia-se que não irão receber como não estão recebendo as extras TRABALHADAS (!!!!) em Outubro. As férias de Novembro e Dezembro foram suspensas para não precisarem pagar o 1/3 constitucional é bom lembrar.
Segundo dizem o prefeito irá por estes dias para Brasília tentar angariar recursos pra pagar os salários. Deve voltar com uma mão na frente e outra atrás. Não tem um deputado federal aliado por lá.
O primo do prefeito (acho que é o tal de Pirulito) que vive perambulando pela prefeitura deixou escapar semana passada que estão esperando vender terrenos da prefeitura pra poderem quitar dívidas e pagar os salários do pessoal. Houve gente no Facilita que ficou com vontade de bater nele pois falou a bobagem que o apuro da prefeitura é reflexo da crise econômica do Rio de Janeiro. Meu Deus...
E o Espaço Cidadania foi interditado por falta de autorização do corpo de bombeiros. Há quem diga que outros prédios se encontram na mesma situação. O Facilita parece que não tem nem sequer o habite-se; lá era a Led's, e a prefeitura alugou o prédio como troca de favores já que o proprietário enfiou dinheiro na campanha de 2012.
FUSSBE: é certeza que não está havendo repasses. Pararam totalmente com as compras de materiais. Só medicamento sob mandado judicial." 

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  Também no dia 30 de novembro o governo municipal completava 3 anos e 11 meses deixando faltar ininterruptamente medicamentos na farmácias das UBS, inclusive no “hospital”. O governo, claro, tinha para isso “explicações” que não convenciam, mas não tinham explicações do porque do tanto de comissionados contratados para ajudar na reeleição, e nem porque parou com as obras públicas logo após as eleições e muito menos porque o governo municipal estava sem dinheiro. Dizer que era por conta da “crise” nacional, que cidades como Americana e outras estão “quebradas”, etc., pareciam à opinião pública ser só pretextos para talvez decretar “sem remorso” a falência da administração municipal. Oras, línguas afiadíssimas lembravam que o governo dizia na campanha 2012 que a saúde estava na UTI por culpa do governo anterior, e que assim que assumisse iria acabar com a falta de medicamentos, entre outras coisas, afirmando ser inaceitável faltar remédios nas UBS. Certamente a “competente” equipe de secretários usavam convênios particulares e ganhavam o suficiente para não depender dos medicamentos das UBS, ao contrário da população que esperava que o prefeito e vereadores cumprissem suas promessas. Todas as criticas pareciam fazer sentido e muito menos serem “inverdades”.



 

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