716 - V.PTA.: RETROSPECTIVA DO GOVERNO MUNICIPAL 2013/2016 - Parte 34

19/02/2017 09:45

    CÂMARA MUNICIPAL E VEREADORES - Parte 1

   O mandato legislativo 2013 a 2016 começou com 7 vereadores reeleitos e 4 novos eleitos,  e a câmara municipal se comportou durante todo o mandato com as mesmas formas de atuação de sempre: com discursos "inflamados" conforme humor da opinião pública, apresentação de moções de aplausos, indicações de tapar buracos em ruas, limpeza de vielas, alguns poucos projetos de leis sem aplicação prática, alguns micos em votações, etc., mas não se viu proposições efetivas de projetos para a cidade e população, nem cobranças sérias de responsabilidades do governo quanto aos serviços públicos essenciais, do uso do dinheiro público e outras questões de real importância, mas vindo a tona malfeitos anteriores como o caso da devolução do dinheiro usado para pagar plano de saúde particular de vereador, "sumiço" de IPad e TV, pressões por cargos, instalação e remoção de vidro blindado no plenário da câmara, abuso de horas extras (aparentemente mais por motoristas da câmara), etc.. 

  Em 2013, iniciado o mandato, logo após a posse dos vereadores, uma "suposta" manobra do presidente anterior da Casa de Leis, vereador Silas Zafani, foi feita com a mudança das regras para a eleição do presidente do legislativo, ou seja: foram votados e eleitos os presidentes para os 2 próximos biênios. Para o 1º biênio (2013/2014) foi eleito o vereador Ivan Sada, e para o 2º biênio (2015/2016) o vereador Mauro Aparecido, em uma votação aparentemente "tensa". Quem votou em quem e o resultado de cada votação para presidente da câmara, pode ser conferido no Opinião 133 do Blog.

  Como primeira medida prática, o presidente eleito, Ivan Sada providenciou a remoção do vidro, colocado no plenário pelo presidente anterior, Silas Zafani, para “separar” os vereadores do público no plenário, restabelecendo o status anterior do auditório. Aparentemente autoritário, o presidente anterior parecia ter dificuldades em se relacionar com o publico presente no plenário nas sessões públicas, inclusive com a maioria dos funcionários da câmara comentando entre eles o comportamento do vereador como sendo o de um “deus” durante sua gestão no comando do legislativo.

Durante os primeiros meses de mandato, o presidente da câmara municipal e demais vereadores enfrentaram a ira e rejeição da opinião pública, desde a aprovação em fins de 2012 do aumento salarial de 62% sobre os próprios salários. A opinião pública que não entendia o que poderia justificar o aumento e muito menos com base no desempenho moral, político e profissional do corpo de vereadores.  A alegação do aumento foi com base na Lei, para equiparar os salários aos proventos dos Secretários Municipais, mas isso foi entendido no mínimo uma afronta pública inexplicável. E a opinião pública perguntava com que direito ? Com o poder que o povo conferiu a eles? E mais, nesse caso, por incrível que pareça, o aumento já foi o que menos importava. Interessava é o sentido da atitude, afrontosa e, sobretudo, imoral na argumentação sobre a necessidade de remuneração vultosa para atrair os melhores quadros ao Legislativo. Claro, o presidente da câmara não se manifestava claramente sobre isso, e tudo indicava que iria permanecer do jeito que estava e sem que nada fizessem para mudar. Vide matéria do Opinião 148 do Blog.

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