717 - V.PTA.: RETROSPECTIVA DO GOVERNO MUNICIPAL 2013/2016 - Parte 35

20/02/2017 10:09

  CÂMARA MUNICIPAL E OS VEREADORES – Parte 2

 ... continuação...

  Ainda em 2013, em março, surgiu o 1º “imbróglio” envolvendo um vereador na questão do “campo” de futebol amador do Jd. Diana. O jornal A Verdade publicou dia 15/03 uma matéria informando que tudo era gratuito naquele local, mas quem utilizava o “campo” dizia que não era nada disso. Segundo os participantes, o “campo” era administrado pelo filho do vereador Silso das Neves, que cobrava uma taxa de R$ 300,00 de inscrição para participar do campeonato, e R$ 50,00 de cada time em cada jogo disputado no campo. Esse valor, R$ 50,00 de cada time em dia de jogo, seria para pagar o árbitro que recebia R$ 300,00 por dia de atuação. Bom, o pessoal reclamava que o árbitro não apitava mais jogos por ter sido agredido em campo. A segurança foi outra questão, já que não havia viatura da GM presente nos jogos já que sempre havia atritos no local. 

  Ainda no "campo" do Jd Diana, outro complicador foi o fato de menores estarem trabalhando na lanchonete, onde se vendia bebidas alcoólicas, com os usuários questionando se a prefeitura e o Conselho Tutelar sabiam disso, se era permitido e se havia autorização para exploração da lanchonete por particulares em área pública. Questionava-se também para onde ia o dinheiro arrecadado com as inscrições, bem como o dinheiro de cada jogo destinado ao arbitro que não estava apitando mais. Claro, o vereador foi à tribuna da câmara municipal para se defender das “acusações”, inclusive insinuando que o Blog estaria faltando com a verdade na publicação do Opinião 174. Essa questão se estendeu por 2 sessões públicas seguidas, conforme publicado no Opinião 176 e Opinião 177, sem aparentemente o governo municipal fazer algo a respeito.

  No 1º semestre de 2013, comentava-se na opinião pública que nenhum vereador fiscalizava o governo municipal, cobrando solução para a falta de medicamentos nas UBS, questionar problemas no atendimento do Hospital Municipal, Zoonoses, entre outras coisas segundo os bastidores políticos. Em maio um Projeto de Resolução, nº 04/2013, foi aprovado na sessão do dia 21/05, em regime de "urgência", onde deveria caber o intervalo de tempo necessário entre atos do procedimento legislativo para aprovação em outra sessão. Claro, isso deu ensejo a suspeitas de manipulação de interesses a favor do governo municipal que desejava apoio da maioria dos vereadores na câmara municipal, e provavelmente freando a bancada do PT como oposição. Estava iniciado o mandato da maioria dos vereadores pautado nos interesses do governo municipal, segundo os bastidores - Vide o Opinião 204 do Blog -, enquanto a opinião pública e as redes sociais continuavam cobrando redução dos salários dos vereadores.

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  Na manifestação de 21 de junho, os vereadores se mantiveram à distância mas, na 20ª sessão pública da Câmara Municipal, logo após os tumultos viu-se forte presença da Guarda Municipal e Polícia Militar em frente a Casa de Leis, com aparato para enfrentamento de turbulências caso fosse necessário. Mas foi uma sessão pacifica, "exaltada" apenas pela oratória no uso da Tribuna. Em julho os vereadores aprovavam por unanimidade o Projeto de Lei 41/2013 que permitiria o Rodeio aqui em Várzea Paulista, mas acabou se transformando em turbulência para o governo e para o legislativo diante da opinião pública, que reagiu contra. O Projeto de Lei aprovado foi encaminhado para o prefeito sancionar. Mas o prefeito vetou o Projeto do Rodeio, devolveu para a câmara e TODOS os vereadores votaram contra o projeto que TODOS aprovaram antes, certamente "sensibilizados" pela manifestação do grande público presente no plenário com a ONG Caminho Verde, ONG Jello e organizadores do movimento contra o Rodeio, incluindo faixas e tudo o mais. Foi o primeiro mico coletivo do legislativo.

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