721 - V.PTA.: RETROSPECTIVA DO GOVERNO MUNICIPAL 2013/2016 - Parte 38

28/02/2017 10:19

    CÂMARA MUNICIPAL E VEREADORES – Parte 5

    ... continuação...

    No inicio de abril 2014, o governo e o legislativo continuavam procurando uma saída honrosa para a questão do movimento dos reivindicantes de moradia, mas via-se que não estavam sabendo como lidar com a questão. O movimento mostrava, sem equívocos, que não existia nenhuma liderança no governo e nem no legislativo, e ainda pareciam dar ao líder do movimento certa legitimidade de ser o único capaz de reunir pessoas em torno de uma meta, seja política ou não. Como a opinião pública pôde observar, não havia uma oposição legitima do legislativo ao governo municipal e que estivesse ao lado da população, ao lado dos que os elegeram para vereadores. Escolheram ficar omissos e, comentavam, preferiram ficar do lado do governo municipal avesso, que se omitia e que também trabalhava nos bastidores contra os reivindicantes de moradia – Vide o Opinião 305 do Blog.

  Também em abril, o legislativo pareceu se manter “políticamente” alheio aos “rolezinhos” na praça Castro Alves, segundo uns e outros, deixando ao governo municipal o ônus de “resolver o problema sozinho”, mas com discursos “inflamados” dos vereadores na tribuna da câmara... e só. Ora, a opinião começava a entender a falta de postura política frente à problemas sociais e de falta diálogo do governo e da câmara municipal... enquanto isso a manifestação por casa própria continuava e ainda estava em andamento a reinvidicação do reajuste salarial do funcionários públicos.

  Em maio, outro mes em que a câmara não se saiu muito bem, os funcionários públicos também fizeram demonstração de força, alem dos reivindicantes de casa própria, com passeata no centro da cidade, mas que aparentemente não sensibilizou os vereadores, exceto os vereadores Demércio e Luciano. Na tribuna, o vereador Luciano chegou a dizer: “O prefeito precisa tirar a bunda da cadeira e sair do gabinete para ouvir os gritos da população”, mas não foi suficiente para incentivar o governo municipal ao diálogo, que nunca aconteceu. A opinião pública estranhava cada dia mais a omissão dos vereadores nas questões sociais, eleitos que foram para cumprirem o que prometeram durante a campanha eleitoral e estarem ao lado da população... Vide o Opinião 323 do Blog

  Antes do final de maio, a câmara municipal “estremeceu” quando o sindicato comentou na assembleia dos servidores, na decisão pela greve, que o governo estava comprando “Bíblias” para os alunos da rede pública do ensino, a pedido do vereador Claudemir. Bom, quanto a isso o secretário da educação explicou que eram livros didáticos com histórias bíblicas, e logo que o Conselho de Educação tomou conhecimento o secretário pediu que os livros fossem recolhidos com a orientação de que o Estado é Laico, ou seja: não religioso ou vinculado a uma religião, mas respeitando-se todas as manifestações dos credos religiosos e da fé qualquer que seja. Logo após o vereador Claudemir apresentou um Oficio ao secretário de educação questionando porque os livros foram recolhidos, o secretário respondeu enviando anexo os exemplares em questão, e nada mais foi comentado a respeito disso. Vide o Opinião 331 do Blog. 

  Em junho, em meio à greve dos servidores públicos, finalmente e sensatamente o vereador Luciano fez o Requerimento nº 35/2014 ao governo municipal, apontando a necessidade de ação prática em áreas de risco de dengue na cidade, solicitando o que as criticas estavam dizendo sobre a Zoonoses deixando a desejar. Vide o Opinião 339 do Blog. Alguns dias depois a greve dos funcionários públicos terminaria, para "alivio" dos vereadores, "alivio" esse que foi maior com o inicio do recesso parlamentar. 

  ... continua...

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