912 - PAU MANDADO?

16/03/2018 09:20

   Com base em diversas fontes políticas de Brasília

  Bom, o deputado e ministro Carlos Marun diz que vai se licenciar do cargo para retornar à câmara deputados no congresso nacional, só para pedir o impeachment do ministro Roberto Barroso do STF, que diz já estar escrito e será levado na próxima sessão da câmara legislativa. Marun informa que é dele “e não do governo” a decisão de pedir o impeachment. Porque? Porque Barroso suspendeu parte do decreto de indulto de natal do presidente da república, que beneficiaria e libertaria corruptos e os chamados bandidos de colarinho branco, principalmente os presos da Lava Jato e nas operações anticorrupção da Polícia Federal. Pela decisão do ministro, quem cometeu atos como corrupção e lavagem de dinheiro não pode ter o perdão da pena. Também fixou prazo maior para o cumprimento da sentença antes que o condenado consiga o benefício.

  Claro, a Ajuve, Associação dos Juízes Federais, condena as declarações de Marun e avalia que o governo monta uma estratégia leviana para constranger o STF “por meio de declarações que buscam, de forma leviana, desqualificar os trabalhos da Corte Suprema”. Ora, toda vez que corrupto é denunciado e preso, sempre “há choro e ranger de dentes”. Entretanto, no entendimento dos analistas políticos, trata-se de uma reação do governo depois que Barroso determinou a retirada de sigilo de dados bancários de Michel Temer e seus “amigos”: coronel João Baptista Lima Filho, José Yunes, ex-assessor especial do presidente e do ex-deputado suplente Rodrigo da Rocha Loures.

  Segundo o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, "é um equívoco do governo partir para a agressão. O problema não é apenas no indulto, é atacar o ministro Barroso sabendo que ele é o relator do processo contra o presidente Michel Temer". Portanto, Barroso protagoniza uma tensão com o Palácio do Planalto nos últimos dias, após dar sinal verde para o avanço da investigação contra o presidente Michel Temer, suspeito de ter favorecido empresas portuárias na edição de normas para o setor.

 

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