960 - OS CAMINHONEIROS, A PARALIZAÇÃO, O GOVERNO E O “ACORDO”

25/05/2018 07:34

  Então! Parece que o governo federal deu um “tapa” nos caminhoneiros, certamente para “preservar” os investidores que querem “salvar” a Petrobras, enquanto a população paga o “rombo” (corrupção é a palavra certa) feito pelos políticos, empreiteiras e outros. Será que está mesmo “decidido” o fim da paralisação, ou não? Aparentemente a “decisão” não está sendo “obedecida” pelos caminhoneiros, pois o "acordo" não atende o principal de suas reinvidicações (isenção do PIS/Confins)... pelo menos ainda não, pois os protestos continuam nos noticiários da TV.

  Segundo o Blogueiro Josias de Souza, os “barões” do transporte de carga sequestraram a rotina dos brasileiros sem sequer mostrar o rosto, apenas terceirizando o bloqueio de estradas aos caminhoneiros autônomos, mas só depois que a movimentação começou. No quarto dia do “imbróglio”, ontem, 24/05, o governo federal deu entrevista depois de demorada reunião, para dizer que foi feito um acordo com os “representantes” dos manifestantes em troca de 15 dias de “trégua” para que o reabastecimento seja retomado no país. Entretanto o “acordo” não foi subscrito por todos os representantes dos caminhoneiros, o que significa que o Brasil continua refém de uma ilegalidade: o locaute (greve de patrões), que é proibido pela legislação brasileira. Nas palavras do negociador Eliseu Padilha, chefão da Casa Civil, o governo cedeu “tudo o que foi solicitado”. Isso inclui o tabelamento do preço do diesel por 30 dias e um subsídio para atenuar os reajustes até o final do ano, para que a Petrobras não fique no prejuízo.

  Resumindo: armou-se algo muito parecido com uma versão envergonhada do controle de preços adotado sob Dilma Rousseff. A diferença é que, para não impor novos prejuízos à Petrobras, o custo do subsídio migrou do passivo da estatal para o bolso da população. Como dinheiro público não é gratuito, será necessário cortar os R$ 5 bilhões de outras áreas da administração pública. A última vez que o governo teve de fazer isso, transferiu verbas do seguro desemprego para cobrir o calote aplicado no BNDES pela Venezuela e por Moçambique.

  E o preço da gasolina? Bom, o povo não fez manifestação a respeito, portanto o governo federal entende que “está tudo sob controle” (o povo)...

 

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