969 - OS CERCA DE R$ 21 MILHÕES SUPERFATURADOS EM COMPRAS NA GESTÃO DE EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE VÁRZEA PAULISTA - Parte 1

06/06/2018 07:10

  Um grupo independente de analistas contábeis em processos de compras municipais teve o cuidado de investigar a questão das compras superfaturadas de Várzea Paulista, com base nos dados públicos disponíveis no TCE, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e no site da prefeitura. Ora, com a justiça condenando o prefeito Juvenal Rossi e o vice-prefeito, também gestor educação, Rodolfo Braga, por superfaturamento em 2 casos, livros didáticos e DVDs, a investigação tomou como base inicial o Relatório do TCE 2013 e 2015, nos quais foram REJEITADAS as Contas Municipais de Várzea Paulista, onde TODOS os itens rejeitados são da Educação. Mas, oras, as Contas 2013 foram “aprovadas” pela câmara municipal, a despeito da REJEIÇÃO pelo TCE. As Contas de 2015 ainda está para entrar na pauta de apreciação da câmara municipal, ainda sem data prevista.

  Iniciada a pesquisa das ações de compra da Educação, sob a responsabilidade do vice-prefeito sr. Rodolfo Wilson Rodrigues Braga, especialmente no que diz respeito aos certames licitatórios, nos quais vultuosas quantias em dinheiro foram empenhadas em contratos gerenciados pela Educação, verificou-se, essencialmente pela reincidência invariável de casos, que o vice-prefeito e gestor da educação, Rodolfo Braga, atuou no sentido de elaborar Termos de Referência repleto de vícios, ou seja: construir projetos políticos-administrativos formulados e carregados de exigências pré-escolhidas que só poderiam ser atendidas por interessados previamente selecionados. Obviamente, o direcionamento contém a indisfarçável intenção de extrair vantagens “financeiras” que, somadas, apresentam vultuosas quantias faturadas em prejuízo aos cofres públicos.

  Importante enfatizar que o Termo de Referência é o documento fundamental na preparação inicial do processo licitatório, já que nele estão inseridas as diretrizes e as descrições dos ítens que o gestor pretende adquirir. É o DNA do Edital de Licitação. Mas não é só isso. Após a contratação, no decorrer da execução dos contratos, o gestor de Educação promove aditamentos com acréscimo de valores para aumentar ainda mais a fatura. Ora, o resultado da análise revela números no mínimo impressionantes, para não dizer de escandalosa corrupção a olhos vistos, e que o TCE certamente também viu. Só a câmara municipal que “não viu”

... continua na Parte 2...

 

Voltar

Pesquisar no site

BVP © 2012 Todos os direitos reservados.

VárzeaPaulista/SP