995 - ALCKMIN E O IMBRÓGLIO IMPERDOÁVEL COM A ‘CONTRIBUIÇÃO SINDICAL’

24/07/2018 08:54

   Adaptação das abordagens de Josias de Souza

   Fontes: 1) https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/07/23/alckmin-cede-e-ja-defende-contribuicao-sindical/  e 

               2) https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/07/23/filha-de-jefferson-espinafra-alckmin-bola-fora/

  Ao encostar seu projeto político no centrão, Geraldo Alckmin não obteve apenas o direito de ocupar o latifúndio do grupo no horário eleitoral. Conquistou também o privilégio de escolher seu próprio caminho para a desmoralização. Neste domingo, o presidenciável tucano comprometeu-se em apoiar a criação de uma “contribuição sindical negocial”, eufemismo para a volta da mordida que carreava um dia de suor dos trabalhadores para as arcas sindicais. O apoio de Alckmin à mamata desfez um mal-estar entre o candidato e o deputado Paulinho da Força, que ameaçara bandear-se para o lado de Ciro Gomes (PDT). Chantageado, Alckmin abaixou o bico. Virou pó uma nota veiculada no seu Twitter na quinta-feira. Nela, lia-se que o candidato tucano não apoiaria nenhum plano para “trazer de volta a contribuição sindical.”

  Na sequência, Paulinho se reuniu com Alckmin e registrou a conversa no Facebook: “…Detalhamos a nossa proposta relativa à contribuição para negociação coletiva. Propusemos que ela seja aprovada em assembleias de trabalhadores com pelo menos 20% da categoria, e descontada de todos os beneficiados pelo acordo.” Fico feliz em dizer que esta proposta foi aceita”. Ficou entendido que, para manter a aliança com o centrão (PR, PP, DEM, Solidariedade e PRB), Alckmin pode ser a favor de tudo e contra qualquer outra coisa. No ano passado, o candidato estimulara a bancada tucana no Congresso a aprovar a reforma trabalhista que deu cabo do imposto sindical. Agora, sob chantagem, o mesmo Alckmin promete ajudar na recriação do óbolo sindical.

  Entretanto, Alckmin já mudou de novo de opinião ontem a noite no programa Roda Viva, 23/07, de acordo com a direção dos interesses partidários que podem complicar ou comprometer sua determinação em se eleger Presidente da República, embora já esteja comprometida e viciada em corrupção desde que aceitou a “aliança” com o “centrão” e histórico do próprio PSDB com Aécio, Serra, Paulo Preto, etc. Para deter a deserção do deputado Paulinho da Força, do Solidariedade, o presidenciável tucano beijou a cruz da recriação do imposto sindical, rebatizado de “contribuição sindical negocial”.

  Embora integre a mesma coligação partidária, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) explodiu no Twitter: “O Alckmin decepcionou ao acenar com possível volta do imposto sindical”, escreveu a filha de Roberto Jefferson. “Poxa, eu e colegas do próprio PSDB, como o relator Rogério Marinho, lutamos bravamente para erradicar os sindicatos pelegos da vida dos brasileiros! Estou sendo perseguida até hoje! Típica operação bola fora.”

  Basta olhar para a coligação de Geraldo Alckmin para não acreditar mais na paz mundial. Alckmin talvez não tenha se dado conta, mas coerência política é como virgindade. Perdeu, perdida está. Não tem segundo turno.

 

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