999 - LULA E A GREVE DE FOME DA MILITÂNCIA

31/07/2018 09:03

   No “vale-tudo” pelo "Lula Livre", a militância do PT começou pressionando a Justiça de Curitiba (Sérgio Moro) que o condenou a 9 anos de prisão, depois pressionou o TRF-4 em Porto Alegre que aumentou a sentença para 12 anos, depois com o “acampamento próximo PF de onde Lula está detido, depois o STJ e STF que não concederam Habeas Corpus, depois o imbróglio com o juiz de plantão no TRF-4 que não conseguiu soltá-lo, e depois a juíza de Curitiba não permitiu entrevistas e participação de Lula nos debates políticos incluindo todas as outras tentativas de manter Lula na mídia com vistas às eleições 2018. Agora “pressiona” novamente o STF para que seja alterada a regra de prisão na 2ª Instância, que prendeu Lula, com uma greve de fome em frente ao STF... só que quem vai fazer a greve é a militância! Mas, vai dar certo desta vez? Josias de Souza, jornalista e blogueiro político, escreveu sobre a greve em questão na abordagem “BEM ALIMENTADO, LULA TERCEIRIZOU GREVE DE FOME”, da qual transcrevemos abaixo a maior parte. Vejamos:

   Fonte: https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/07/31/bem-alimentado-lula-terceirizou-greve-de-fome/

  Seis militantes de movimentos sociais iniciam nesta terça-feira, em Brasília, uma greve de fome pela libertação de Lula. Comandante do ''exército do MST'', João Pedro Stédile declarou que o tempo de duração da greve será determinado pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal. “Ela foi indicada para respeitar a Constituição”, disse Stédile, ao lado dos companheiros que prometem fechar a boca. “Tem dois recursos aguardando julgamento, uma ADC do PCdoB, que consulta se uma pessoa pode ser presa antes do julgamento de todos recursos; e um outro recurso da OAB, sobre validade da presunção de inocência até o julgamento da última instância. Basta colocar os recursos em plenário para acabar com a greve.” Em português claro, deseja-se pressionar o Supremo para rever a regra que autorizou o encarceramento de condenados em segunda instância.

  A questão já foi apreciada pelos ministros da Suprema Corte quatro vezes desde 2016. Na votação mais recente, produziu-se um placar de 6 votos a 5 contra a concessão de um habeas corpus que impediria a prisão de Lula. Ironicamente, os devotos do líder petista fazem por Lula um sacrifício que ele se abstém de fazer por si mesmo. Lula desenvolveu uma ojeriza por greves de fome. Em fevereiro de 2010, ainda na pele de presidente, o agora presidiário realizou uma viagem oficial a Cuba. Desembarcou em Havana no dia da morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamoyo, que ficara sem comer por 85 dias. Instado a comentar a privação alimentar do preso político cubano, Lula declarou: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome. Eu, depois da minha experiência de greve de fome, pelo amor de Deus, ninguém que queira fazer protesto peça para eu fazer greve de fome que eu não farei mais."

  Na época [...] declarou Lula: “Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade. Temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter as pessoas em função da legislação de Cuba, como quero que respeitem ao Brasil.” Quer dizer: considerando-se os critérios de Lula, condenado a 12 anos e um mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, os militantes que se dispõem a deixar de inserir alimentos por sua libertação deveriam respeitar a “determinação da Justiça” brasileira. Sucede, porém, o oposto. Bem alimentado, Lula patrocina o surgimento de mais uma excentricidade eleitoral. Depois da candidatura presidencial cenográfica de um ficha-suja, depois da campanha presidencial por correspondência, Lula conduz desde a cela especial de Curitiba um inusitado processo de terceirização de greve de fome.

 

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