90 - O 2º TURNO E O RECADO DO ELEITORADO

29/10/2012 08:39

   O jornalista João Bosco Rabello, do Jornal O Estado de São Paulo, escreve hoje em sua coluna que “nas eleições municipais, o eleitor a olha gestão pública; e nas eleições presidenciais, faz política. Com a imprecisão de toda a síntese, esta parece aplicável ao pleito que o 2.º turno encerrou ontem. Ele mostra as eleições municipais imunes ao jogo político nacional, em diagnóstico de mão única, pois seus resultados, ao contrário, já influem nos movimentos vinculados à sucessão presidencial de 2014 - e até mesmo na de 2018”. Entendemos ele estar correto na assertiva acima.

   O eleitor municipal contrariou as expectativas e interesses dos comandantes de alguns partidos e da política das cidades onde, agora, terão que entregar o poder pelo qual lutaram tenazmente para manter o status de governo. Embora entenda-se que as legendas estivessem com o prestigio em jogo, a rejeição do eleitorado nos parece foi para com os candidatos desgastados pela gestão pública do partido no governo, mas também pela perda ou falta de carisma deles mesmos.

   Entre ganhadores e perdedores, isso é inevitável em eleições, observamos em nossa região, com o olhar a partir de Várzea Paulista, houve mais rejeição do que se podia imaginar ou prever. E o partido que mais sofreu perdas foi o PSDB, e de forma a não deixar dúvidas da insatisfação do eleitorado em Campo Limpo Paulista, Jundiaí e em S.Paulo. O mesmo vale para o caso do PT aqui na cidade.

   E porque ? Somente necessidade de mudança ? Não se explicaria adequadamente como mudança, acreditamos ser mais que isso. Temos em conta que a sociedade, como população local em cada cidade, quer que seja feito o que deve ser feito para dar melhor qualidade de vida a todos, seja na saúde, educação, mobilidade urbana, etc, coisas que tem ficado nas promessas de quem está ainda no poder. Espera-se que se cumpra as expectativas de uma vida melhor, com mais oportunidades, com menor custo de vida e com mais respeito à confiança que se depositou em cada representante eleito. Muito mais informados, politizados e conscientes, a sociedade vem dando seu recado nas urnas cada vez mais contundente. Isso tem que ser observado pela inteligência de cada partido, não só por quem perdeu, mas muito mais por quem ganhou, ou também pagará o preço de estar no poder pelo poder, e terão que jogar a toalha no fim do mandato para dar lugar a outra promessa de mudança, até que se desperte a consciência política democrática nos políticos e na política.

   Democracia é inerente ao modelo político adotado no Brasil, e nestas eleições mais uma vez os eleitores esperam respeito pelas suas aspirações e confiança depositada nos governantes e representantes que elegeram, e que estão chegando no governo municipal. E respeito é o mínimo que a sociedade espera do poder público, e isso precisa ser entendido pelos políticos e governantes.

   A escolha democratica com o PV em Várzea Paulista, PCdoB em Jundiaí e PT em São Paulo é uma exigencia do eleitorado, que quer que olhem por eles e pela cidade, que cumpram as promessas, plano de governo e atendam as reivindicações da população, que façam o que precisa ser feito, que acabem com a corrupção, e que se cumpra o sonho de terem acertado nas escolhas.

 

 

 

 

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