EXIGÊNCIAS DOS CAMINHONEIROS AO GOVERNO FEDERAL

24/05/2018 08:27

  O sentimento dos caminhoneiros discordam e estão reagindo contra o fato do preço dos combustíveis seguirem o padrão internacional de preços, variável conforme o mercado internacional baseado no dólar americano, o que, na opinião deles, não é aceitável porque o Brasil importa somente 10% do mercado internacional, e os 90% restantes são de produção nacional, não sendo, portanto, justificada a política de preços internacional praticada pela Petrobrás. A liderança do movimento também parece não entender porque o valor do combustível vendido pela Petrobrás ao Paraguai e Bolívia é menor que o praticado no mercado interno brasileiro.

  Isso já colocou o país de cabeça para baixo, pois o governo deixa entrever que a política de preços de hoje é para os consumidores pagarem o “rombo” (corrupção é a palavra certa) feito principalmente pelos políticos, empreiteiras e “associados” nos cofres da Petrobrás, e essa é para ser a questão essencial da paralisação dos caminhoneiros. Outro comentário que implica no atual modelo de reajuste de preços dos combustíveis, com base na variação do mercado internacional, é o esforço pela valorização da Petrobrás no mercado internacional no processo de privatização de refinarias.

  Em comunicado distribuído nas redes sociais, lideranças do movimento grevista da União Nacional dos Transportadores Rodoviários e Autônomos de Carga detalham suas exigências:

Pauta politica:

1) Cumprimento integral da lei do voto impresso em urnas eletrônicas ou adoção do voto impresso em urnas de lona, com apuração a cargo das Forças Armadas. Em caso de descumprimento, nos somaremos ao clamor popular por intervenção militar.

2) Assento nas mesas de negociações e em todos os órgãos envolvidos na criação das políticas que afetam o setor sem o intermédio de sindicatos (pois a paralisação não teve a adesão nem o apoio deles) ou da CNT- Confederação Nacional do Transporte, que não nos representam.

Pautas setoriais:

1) Abolição/substituição do texto atual do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas atualmente em tramitação conclusiva no Congresso;

2) Redução do preço final dos combustíveis nos mesmos níveis dos praticados na Bolívia;

3) Redução dos custos das taxas de registro, do adesivo obrigatório e da renovação na ANTT;

4) Fim ou substituição do tipo de exame toxicológico obrigatório;

5) Maior fiscalização da ANTT/Receita Estadual e Federal e ações enérgicas da ANTT ou da autoridade fazendária/fiscal em transportadoras inadimplentes com o Fisco;

6) Valores de pedágios a preço razoável e proporcionais à distancia, além do fim da absurda cobrança do eixo suspenso em veículos vazios (sem carga);

7) Maior segurança na atividade e direito a porte de arma para legítima defesa;

8) Implantação obrigatória da tarifa mínima de frete do transportador autônomo de cargas;

9) Aumento do limite de pontuação de motoristas portadores de CNH “EAR” (Exerce Atividade Remunerada) por conta do maior número de horas dirigindo em relação aos demais motoristas que não exercem a profissão;

10) Revogação de resoluções, decretos e penalidades criadas por ocasião da Paralisação Nacional do Transporte de Novembro de 2015;

11) Voto em trânsito para motoristas que possuem CNH “EAR” (Exerce Atividade Remunerada).

 

 
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