LULA 'DESAFIA ORDEM' E 'CRIA IMPASSE', DIZ MÍDIA INTERNACIONAL

07/04/2018 09:21

   Por Nelson de Sá, jornalista e blogueiro

   Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nelsondesa/2018/04/vigilia-global-entra-pela-noite-a-espera-da-prisao.shtml


 

  O prazo para Lula se entregar foi a manchete das edições impressas de sexta-feira dos argentinos Clarín e La Nación, do chileno El Mercurio, do uruguaio El País, do boliviano La Razón e até do cubano Granma. E não foi manchete, mas estava nas primeiras páginas dos americanos New York Times e Wall Street Journal, do britânico Financial Times, dos alemães Frankfurter Allgemeine e Süddeutsche, do francês Le Figaro, do italiano Corriere della Sera, do espanhol El País etc.
O dia foi então de vigília, no aguardo das 17h.

  Os textos já traziam registros biográficos elogiosos para o ex-presidente tão próximo da prisão. O NYT, com enviada a São Bernardo do Campo e outros três reportando, o descrevia como "um dos mais transformadores líderes de sua geração". O FT, com dois enviados a São Bernardo, usava a mesma expressão, na chamada que manteve ao longo do dia na home, "Presidente que transformou o Brasil faz última resistência". Também na home, o WSJ anotava, já impaciente, que Lula "não diz se vai cumprir" o prazo. Passadas as 17h, Lula não se entregou e os enunciados de jornais e agências de notícias mundo afora , com destaque até na  CNN, entraram pela noite dizendo que ele "perde prazo", "desafia ordem da Justiça" e "cria impasse".

  O principal jornal da Rússia, Kommersant, com fuso horário desfavorável, destacou em sua home uma reportagem ouvindo especialistas sobre o que esperar do Brasil sem o petista. Viktor Heifets, da Universidade de São Petersburgo, afirmou que "nenhum candidato da esquerda conseguirá tantos votos quanto Lula teria".   No site do britânico Guardian, uma das publicações mais lidas ao longo da sexta, mais que o noticiário sobre o prazo de Lula, foram duas cartas, sob o enunciado geral "O destino de Lula da Silva é o destino da própria democracia brasileira".
  Na primeira, parlamentares trabalhistas, ativistas e acadêmicos criticavam a "campanha" contra o ex-presidente e defendiam seu direito de se candidatar. Na segunda carta, Richard Bourne, professor da Universidade de Londres, alertava a esquerda brasileira para não "depender" de Lula e se preparar contra a "ameaça crescente" da extrema-direita.


 

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