V.PTA.: MAIS UMA “BOMBA” NA GESTÃO DE SAÚDE

05/11/2018 09:33

   O Blog recebeu mais um email do conselheiro José Maria do COMUS, Conselho Municipal de Saúde, denunciando que, aparentemente, continua existindo “supostas” fraudes nas Contas nesta atual gestão da Saúde. O surpreendente é que a gestora da Saúde, depois da primeira denúncia e Inquérito Civil instalado pelo Ministério Público, parece não se importar com as denúncias, nas quais os sintomas de corrupção parecem se manter “intocáveis" no governo municipal aqui de Várzea Paulista, segundo comentários nos bastidores e opinião pública que critica principalmente em como funciona a UPA e "hospital". Abaixo o email, que transcrevemos na integra:

“Várzea Paulista, 31 de Outubro de 2018

Mais uma bomba na Gestão da Saúde:

Moradores de Várzea paulista e demais interessados...

Como sabem, sou Zé Maria, hoje chamado de “o Xerife da Saúde” de Várzea Paulista. Sou profissional da área da Saúde há mais de 40 anos; passando pelas áreas de Enfermagem, Radiologia Médica e Administração Hospitalar. Sou Servidor Público Federal e atuei também como Sindicalista (eleito e 100% voluntário) e Auditor Interno na UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo, onde trabalho há quase 30 anos.

Fui eleito como Conselheiro do COMUS – Conselho Municipal de Saúde de Várzea Paulista, em Plenária Eleitoral no mês de Maio de 2018 e empossado no dia 20 de Junho/18. Em nossa primeira plenária deliberativa ocorrida em 28 de junho, que tinha na PAUTA, entre outros pontos, a APROVAÇÃO DAS CONTAS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE (Jan/Fev/Mar/Abril/18). Por não concordar com a forma que foi ali imposta, numa tentativa clara de manipulação nas aprovações, pedi VISTAS e reunimos um grupo de moradores, com Munícipes, Advogado, Contador, assim como os demais Conselheiros e fizemos, ou melhor, tentamos fazer as devidas averiguações das contas. Fomos impedidos de dar continuidades devido às dificuldades impostas e diante dos fatos, pontuamos algumas irregularidades, (várias por sinal), fizemos nosso relatório e encaminhamos ao MP – Ministério Público para dar continuidades, que se tornou INQUÉRITO CIVIL e está sendo ali investigado. A gestora da Saúde, Sra. Mônica Rodrigues, tentou por várias formas, descaracterizar nosso trabalho, inclusive abrindo BO – Boletim de Ocorrência Policial contra minha pessoa.

O COMUS é um órgão Gestor de Acompanhamento, Fiscalização e Controle Social do SUS, portanto, responsável pela execução das Políticas de Saúde no Município. Venho percebendo que os nobres pares não tem essa percepção e talvez por desconhecimentos, acabam “aprovando” as referidas contas da gestão sem, sequer, ter conhecimentos das mesmas. Isto, a meu ver, tem sido uma prática recorrente, pois tenho sido duramente ridicularizado, menosprezado e até vaiado por eles, quando faço estes questionamentos destas práticas nocivas à população... No mês de Agosto passado, sofri um acidente e tive que ser submetido a uma cirurgia ortopédica, me mantendo afastado por dois meses, (agosto e setembro) e não pude participar das últimas 2 (duas) plenárias, mesmo assim, continuei ativo e firme no propósito, RESPEITANDO O MEU MANDATO. Ao retornar em Outubro, novamente fui surpreendido com mais uma tentativa de MANIPULAÇÃO NA PRESTAÇÃO DAS CONTAS do segundo quadrimestre (Maio/Junho/Julho e Agosto/18). Estava na PAUTA para ser “aprovado”, como tentaram da outra vez, mais a gestora não contava com minha presença na plenária e sorrateiramente, em conluio com a Presidente do COMUS, vergonhosamente, MANDOU retirar da pauta este ponto, mesmo com a informação de uma Conselheira (Sra. Vânia Marques, gerente financeira da gestão, que também é membro da Comissão de Orçamento e Finanças), que informou que já estava “tudo” pronto para ser “aprovado” e nada seria mudado. Questionei sobre a prorrogação ilegal do contrato da O.S. VITALE, sem o nosso parecer e até hoje “escondido” dos conselheiros e do público em geral; também sobre as internações pediátricas (sem PEDIATRAS no Hospital) e um Atestado de Óbito no domicílio e levado para a UPA e não atendido pelos plantonistas e ainda o PARECER DA COMISSÃO. Fui informado pelos demais membros desta comissão (Orçamento e Finanças) que NÃO tinham conhecimentos de quase nada, por terem sido “tolhidos” de obter as devidas informações necessárias para avaliações, mesmo tendo solicitados por escrito e com protocolo. Lembrando que um parecer consistente e fundamentado é condição para respaldar as devidas aprovações, junto ao TCE, Tribunal de Contas do Estado. Os Membros desta importante comissão se mostraram absolutamente responsáveis e cumpridores de suas responsabilidades, não fazendo um parecer fraudulento, isto é digno de nota.

Diante do exposto, com a consciência do dever cumprido, venho a público informar minha indignação e denunciar, mais uma vez o desgoverno desta gestão e o desrespeito com a coisa pública. A saúde não pode esperar...

José Maria dos Anjos

Conselheiro e Membro da Executiva do COMUS.”

 

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